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MPAL garante mais 30 dias de prisão para professor de Murici investigado por abuso sexual de alunas por décadas

Juíza atendeu pedido do Ministério Público de Alagoas para prorrogar a custódia do suspeito, de 64 anos, enquanto coleta de provas e depoimentos seguem em andamento.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
21 de maio, 2026 · 18:23 2 min de leitura
Portal ChicoSabeTudo
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A Justiça de Alagoas prorrogou por mais 30 dias a prisão temporária de um professor da rede pública municipal de Murici, na Zona da Mata alagoana, investigado por estupro de vulnerável contra estudantes menores de idade. A decisão foi proferida pela juíza Paula de Goes Brito Pontes no dia 19 de maio, atendendo a pedido formulado pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL).

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Segundo informações divulgadas pelo MPAL, a prorrogação foi solicitada para garantir a continuidade das investigações ainda em andamento, sem comprometer diligências como depoimentos e coleta de provas. O caso é apurado em um Procedimento Investigatório Criminal que reúne denúncias e depoimentos de adolescentes, além de diligências realizadas pelas forças de segurança.

O homem, de 64 anos — que não teve a identidade revelada —, lecionava educação física há 34 anos e foi detido na Escola Municipal Pedro Tenório Raposo, onde trabalhava, no município de Murici, onde também nasceu. Até então, ele não possuía antecedentes.

O professor foi preso na tarde de 16 de abril durante uma operação no município, cumprindo mandado expedido em ação conjunta do MPAL e da Polícia Militar. No dia seguinte, durante audiência de custódia, a prisão foi convertida em preventiva, atendendo a pedido dos promotores responsáveis pelo caso. Porém, no dia 29 de abril, o professor foi posto em liberdade após a defesa impetrar pedido de habeas corpus com medida liminar.

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A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas restabeleceu a prisão preventiva do investigado, após analisar as provas apresentadas pelo MPAL. A decisão anulou a liminar concedida anteriormente de forma monocrática e determinou a retomada da medida cautelar. No julgamento do habeas corpus, os desembargadores entenderam, por maioria, que permanecem presentes os requisitos legais para manutenção da prisão preventiva.

As investigações revelam a dimensão do caso. O acusado teria cometido abusos por mais de 30 anos, utilizando sua posição de educador para se aproximar das vítimas, que relataram ter sido dopadas antes dos crimes. As investigações foram reforçadas pelos relatos de duas adolescentes, além de diligências realizadas pelas forças de segurança.

A atuação do MPAL é resultado de uma operação conjunta entre a Promotoria de Justiça de Murici e a 39ª Promotoria de Justiça da Capital, no âmbito de um Procedimento Investigatório Criminal instaurado para apurar denúncias graves envolvendo supostas vítimas em situação de vulnerabilidade.

Os promotores Ilda Regina Reis e Cyro Blatter afirmaram que a decisão reforça a consistência das provas reunidas durante a investigação e que a prisão é necessária para garantir a proteção das vítimas, evitar possíveis intimidações e assegurar o andamento regular da instrução processual.

A Prefeitura de Murici informou que ficou ciente do caso a partir da prisão do professor, reiterou que "não compactua com a atitude" e disse que medidas administrativas devem ser tomadas. O caso segue em segredo de justiça para preservar a identidade das menores envolvidas, enquanto a instrução processual avança com o réu sob custódia do Estado.

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