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Polícia

Justiça condena deputado Binho Galinha a quase 37 anos de prisão na Operação El Patrón

Sentença proferida pela Vara Criminal de Feira de Santana nesta quarta (9) também decretou prisão preventiva e vedou recurso em liberdade ao parlamentar do Avante

Redação ChicoSabeTudo
09 de julho, 2026 · 18:07 2 min de leitura
Deputado estadual Binho Galinha (Avante), condenado na Operação El Patrón
Deputado estadual Binho Galinha (Avante), condenado na Operação El Patrón

O deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha (Avante), foi condenado a 36 anos e 9 meses de prisão nesta quarta-feira (9). A sentença foi proferida pela Vara Criminal de Feira de Santana e é mais um capítulo do longo processo judicial aberto a partir da Operação El Patrón.

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De acordo com informações divulgadas pelo Bahia Notícias, a pena é dividida em duas partes. Foram aplicados 26 anos e 3 meses de reclusão por crimes relacionados à posse e ao porte de armas de uso restrito e adulteradas. Outros 10 anos e 6 meses de detenção foram fixados pelo porte de armas de uso permitido — todos com base no Estatuto do Desarmamento.

A decisão também determinou o pagamento de 210 dias-multa, fixou o regime inicial fechado para o cumprimento da pena e decretou a prisão preventiva do parlamentar. Binho Galinha está preso desde outubro de 2025. Com a nova sentença condenatória, ele não poderá recorrer em liberdade.

O processo foi instaurado a partir de denúncia do Ministério Público da Bahia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), contra 13 denunciados. Além do deputado, outros quatro réus foram condenados na mesma sentença pelos crimes previstos no Estatuto do Desarmamento.

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A Operação El Patrón foi iniciada em dezembro de 2023 e investiga supostos crimes em Feira de Santana e região, incluindo extorsão, exploração do jogo do bicho, agiotagem, lavagem de dinheiro e formação de milícia. Quando foi deflagrada, foram cumpridos mais de 30 mandados e bloqueados mais de 200 milhões de reais em bens.

Binho Galinha é apontado como líder de uma organização criminosa com atuação em Feira de Santana, investigada por crimes como lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e obstrução de justiça. As investigações indicam que, mesmo sob medidas cautelares, o deputado continuou a liderar o esquema utilizando empresas de fachada e laranjas para movimentar recursos ilícitos.

Binho Galinha foi preso no dia 3 de outubro do ano passado, dois dias após ser considerado foragido da Justiça, no âmbito da Operação Estado Anômico, um desdobramento da El Patrón. Atualmente, o parlamentar permanece custodiado em uma sala de Estado-Maior no Centro de Observação Penal (COP), no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador.

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Anteriormente filiado ao PRD, o partido optou por suspender sua filiação após a detenção. Preso desde outubro do ano passado, Binho Galinha se filiou ao Avante para disputar a reeleição neste ano. Mesmo preso, ele não perde automaticamente o mandato na Assembleia Legislativa da Bahia, já que, enquanto a prisão era preventiva e sem condenação definitiva, as ausências às sessões não eram contabilizadas. Com a sentença desta quarta-feira, o cenário jurídico do parlamentar muda de patamar.

A defesa de Binho Galinha afirma que ele não cometeu crimes e, em nota, destacou que "o parlamentar reforça que tem colaborado com as autoridades desde o início das investigações e reafirma sua confiança na Justiça".

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