A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (9), a Operação Aracne com foco no combate à violência sexual contra crianças e adolescentes praticada em ambientes digitais. A ação foi realizada em Irecê, cidade localizada no centro-norte da Bahia.
O objetivo da operação é combater crimes de abuso sexual de crianças e adolescentes em meio digital, incluindo a produção de conteúdo com cenas de abuso e estupro de vulnerável. Na ação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Irecê, com a identificação e o resgate de ao menos uma vítima.
A operação integra um esforço contínuo da PF no enfrentamento a esse tipo de crime. O combate ao abuso sexual infantojuvenil na internet é considerado pela Polícia Federal uma das mais graves violações à dignidade de crianças e adolescentes. Em 2026, a corporação tem intensificado as ações nessa frente em todo o país.
Dados da corporação mostram que, em 2026, por meio dos chamados Grupos de Capturas, foram cumpridos pelo menos 450 mandados de prisão de foragidos por crimes sexuais. A Operação Aracne na Bahia se soma a uma série de iniciativas semelhantes deflagradas este ano em diferentes estados.
A intensificação das ações ocorre no mesmo contexto em que entrou em vigor a Lei nº 15.211/2025, conhecida como ECA Digital, que estabelece novos mecanismos de proteção de crianças e adolescentes no ambiente virtual. A legislação obriga empresas de tecnologia a adotar medidas concretas para impedir que conteúdos de abuso sexual infantil circulem em suas redes.
Embora o termo "pornografia" ainda conste no Estatuto da Criança e do Adolescente, a comunidade internacional adota, preferencialmente, as expressões "abuso sexual de crianças e adolescentes" ou "violência sexual contra crianças e adolescentes", por refletirem com maior precisão a gravidade desses crimes. A PF na Bahia segue essa orientação em suas comunicações oficiais.
A Polícia Federal reforça a importância da prevenção e orienta pais e responsáveis a acompanhar o uso da internet por crianças e adolescentes, como forma de reduzir riscos e proteger possíveis vítimas. O diálogo aberto sobre segurança no ambiente digital e a orientação para que crianças e adolescentes comuniquem situações suspeitas também são medidas importantes de proteção.
Denúncias sobre crimes de abuso sexual infantojuvenil podem ser feitas pelo Disque 100, da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, ou diretamente a qualquer delegacia da Polícia Federal. O sigilo do denunciante é garantido.







