Quase três semanas depois do incêndio que chocou Serrinha e repercutiu em todo o estado, os corpos das três crianças mortas na tragédia foram finalmente liberados para as famílias. O incidente ocorreu no município de Serrinha, no interior da Bahia, na manhã do dia 3 de maio de 2026. A demora para a liberação se deu pela necessidade de identificação formal das vítimas por meio de exames de DNA, cujos resultados ficaram prontos no início desta semana, segundo apuração da TV Subaé.
O velório está previsto para esta quarta-feira (20), a partir das 18h, na funerária Pafac. Já o sepultamento deve ocorrer na quinta-feira (21), às 8h, no Cemitério Paroquial de Serrinha, conforme informações divulgadas pelo G1 Bahia.
As vítimas foram identificadas como Jeremias de Jesus Borges, de 6 anos, Samuel Nascimento de Almeida, de 4 anos, e Ismael Nascimento de Jesus Borges, de 11 meses. As três crianças, todas do sexo masculino, morreram carbonizadas dentro da residência.
Segundo a Polícia Civil, o incêndio começou quando uma das crianças ateou fogo em um colchão. As vítimas brincavam com um isqueiro dentro de casa. As chamas se espalharam rapidamente pelo imóvel.
Uma menina de 7 anos tentou salvar os irmãos durante o incêndio. A criança conseguiu sair do imóvel para pedir socorro, mas não conseguiu evitar a morte dos irmãos, que ficaram presos dentro da residência. Ela foi atendida pelo Samu e encaminhada a uma unidade de saúde com ferimentos leves.
A mãe das três crianças, Cristina Nascimento de Jesus, de 27 anos, foi presa em flagrante após passar a noite de sábado (2) em uma festa e deixar os filhos sozinhos em casa. Ela havia saído na noite de sábado (2) e deixado os filhos sozinhos; ao retornar na manhã de domingo, o incêndio já havia ocorrido.
A Justiça determinou a prisão preventiva da mãe. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada na segunda-feira (4). Com a decisão, Cristina foi encaminhada para o presídio feminino de Feira de Santana. Ela poderá responder por abandono de incapaz com resultado de morte, crime com pena prevista de quatro a doze anos de reclusão.
O Conselho Tutelar informou que as crianças já haviam sido acolhidas institucionalmente em dezembro de 2025, após o Ministério Público apontar uma possível situação de violação de direitos relacionada a condições precárias de higiene e saúde. Os menores permaneceram acolhidos por cerca de 30 dias, mas foram devolvidos à família após avaliação técnica indicar que não havia negligência intencional, e sim necessidade de orientação.
A Prefeitura de Serrinha decretou luto oficial no município por três dias em razão da tragédia. O caso causou forte comoção na cidade. O caso segue sendo investigado pela 1ª Delegacia Territorial de Serrinha.







