A Polícia Civil de Sergipe apreendeu R$ 240 mil em espécie com um servidor comissionado da Secretaria Municipal da Educação de Aracaju (Semed) na tarde desta terça-feira, 23 de junho. O diretor de Administração e Finanças da pasta, César Costa Azevedo Dias, foi conduzido às autoridades policiais após a ação que resultou na apreensão dos valores.
Durante a operação, equipes do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) abordaram o investigado, que ocupa um cargo em comissão na Secretaria Municipal da Educação. O servidor foi encaminhado ao Cope, em Aracaju, onde deverá prestar esclarecimentos sobre a origem e a destinação dos recursos apreendidos.
Conforme a Polícia Civil, o servidor não apresentou, até o momento, justificativa considerada satisfatória para a origem dos valores. Todo o material recolhido foi encaminhado para análise, e um inquérito policial foi instaurado para apurar as circunstâncias da apreensão e a origem dos recursos.
As suspeitas que motivaram a operação têm duas frentes. A primeira envolve a suspeita de contratos superfaturados entre empresas e a Prefeitura de Aracaju, com possível retorno de parte dos valores a agentes envolvidos. A segunda linha de investigação apura a cobrança de propina a empresários, que seriam pressionados a realizar pagamentos indevidos para a liberação de valores referentes a contratos já executados e liquidados.
Segundo a corporação, a ação foi motivada por denúncias que apontavam o possível envolvimento do servidor em um suposto esquema de desvio de recursos públicos. As informações recebidas nos últimos dias indicavam a existência de possíveis irregularidades em contratos administrativos e a suposta exigência de vantagens indevidas para a liberação de pagamentos a fornecedores.
O caso chama atenção pelo fato de a Secretaria Municipal da Educação ser comandada por Edna Quitéria do Amorim Costa, irmã do pré-candidato ao Senado Eduardo Amorim. Até o momento, entretanto, não há manifestação oficial das autoridades estabelecendo qualquer vínculo entre o dinheiro apreendido e atividades eleitorais ou de campanha.
Em nota, a Prefeitura de Aracaju informou que tomou conhecimento da operação por meio da imprensa e que acompanha os desdobramentos do caso. A gestão municipal destacou que determinou o afastamento do servidor até que os fatos sejam devidamente esclarecidos. A medida foi adotada como ação administrativa preventiva diante da investigação em andamento.
A administração municipal também se manifestou sobre o rito legal do processo. "A Prefeitura confia no trabalho das instituições competentes e reafirma a importância da apuração dos fatos, com observância ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa", diz o comunicado oficial. As investigações seguem em andamento.







