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Polícia

Dia de operação: PRF flagra três veículos com sinais clonados e efetua prisões em Alagoas

Em menos de dez horas, agentes atuaram em Rio Largo, Pilar e Maceió, onde motocicletas e carro roubados circulavam com identidades falsificadas

Redação ChicoSabeTudo
29 de junho, 2026 · 00:20 3 min de leitura
Agentes da PRF inspecionam motocicleta durante abordagem em rodovia de Alagoas
Agentes da PRF inspecionam motocicleta durante abordagem em rodovia de Alagoas

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) encerrou a quarta-feira (24) com três veículos recuperados e vários homens presos por receptação no estado de Alagoas. As abordagens aconteceram em Rio Largo, Pilar e Maceió, ao longo de um intervalo de menos de dez horas, e seguiram o mesmo padrão: veículos com queixa de roubo ou furto circulando com sinais identificadores fraudados.

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A primeira ocorrência foi registrada em Rio Largo, por volta das 8h30. Os agentes visualizaram uma motocicleta com a placa em desacordo e, após inspeção minuciosa, constataram que os sinais identificadores apresentavam indícios de adulteração. O veículo tinha registro de furto datado em julho de 2023, em Maceió. Questionado, o condutor informou que havia adquirido a motocicleta em uma rescisão de sociedade.

Cerca de cinco horas depois, novo flagrante, desta vez em Pilar. Por volta das 13h30, os agentes avistaram uma motocicleta trafegando sem placa. A inspeção apontou adulteração nos elementos de identificação, e o veículo constava com registro de roubo desde novembro de 2025, em Marechal Deodoro. Segundo informações divulgadas pela fonte, o condutor alegou ter conseguido a moto em uma troca envolvendo um carro.

O terceiro caso ocorreu em Maceió, perto das 17h. Durante fiscalização de rotina, os agentes verificaram que um carro também apresentava sinais identificadores adulterados. O veículo tinha registro de roubo datado em setembro de 2020, em Recife (PE). O motorista afirmou ter recebido o automóvel como quitação de uma dívida — justificativa que não impediu a prisão em flagrante.

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Todos os envolvidos e os veículos apreendidos foram encaminhados à Central de Flagrantes em Maceió para os procedimentos legais cabíveis. Os crimes de receptação e adulteração de sinal identificador estão previstos, respectivamente, no artigo 180 e no artigo 311 do Código Penal. O primeiro alcança quem adquire ou recebe bem que sabe ser produto de crime; o segundo pune a adulteração ou remarcação de chassi, motor, placa ou qualquer outro sinal identificador veicular.

O padrão observado em Alagoas reflete uma prática corrente em todo o Nordeste. Na sua modalidade mais comum, criminosos utilizam veículos roubados ou furtados e adulteram seus sinais identificadores para que passem a ostentar a identidade de automóveis regulares. O objetivo é aproximar o veículo adulterado de uma aparência de normalidade, para que circule sem despertar suspeitas em abordagens e em vendas informais.

A PRF de Alagoas acumula histórico recente de apreensões similares no mesmo trecho da região metropolitana de Maceió. Em outra ocorrência registrada em Rio Largo, a fiscalização constatou que sinais identificadores de um carro apresentavam indícios de adulteração — e o veículo também possuía registro de roubo em Recife. A repetição dos municípios e das rotas indica que a PRF mantém vigilância constante sobre esses pontos.

A PRF reforça que a compra de veículo usado exige cautela. É fundamental verificar os sinais identificadores, desconfiar de preços muito abaixo do valor de mercado, exigir documentação original e, sempre que possível, realizar vistoria cautelar antes da efetiva aquisição do bem. Quem aceita um veículo como pagamento de dívida ou em uma permuta informal sem checar a procedência pode responder criminalmente — mesmo sem ter participado do roubo original.

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