Um bebê de 1 ano e 9 meses morreu nesta quarta-feira (27) depois de ser atingido no pescoço por uma linha com cerol no bairro Arvoredo II, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A criança foi identificada como Ravi Oliveira Dias, que completaria dois anos em agosto.
Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), um jovem de 19 anos soltava pipa com linha cortante nas proximidades quando o material ficou preso na canaleta de uma motocicleta que passava pela rua. Com o movimento do veículo, a linha esticou e atingiu Ravi no pescoço. O bebê estava na calçada, em um velotrol, sob os cuidados da irmã Nicole Gomes dos Santos, de 18 anos, que presenciou tudo.
A própria família socorreu a criança e a levou até a UPA Santa Terezinha, na Pampulha. A equipe médica tentou reanimar o menino por cerca de 20 minutos, mas ele não resistiu ao corte profundo no pescoço causado pelo cerol.
A irmã mais velha, Nahuana de Oliveira Santos, de 21 anos, desabafou sobre a tragédia. "Já tinha brigado com algumas crianças por causa da linha, mas não adianta. Hoje eu perdi meu irmão. Quantas crianças mais vão precisar morrer?", disse.
O suspeito, que era vizinho da família, foi detido ainda na noite de quarta-feira após confessar que soltava pipa com os enteados no momento do acidente. Ele foi encaminhado à Delegacia Regional de Contagem e preso em flagrante por homicídio culposo — quando não há intenção de matar. A Polícia Civil abriu investigação sobre o caso.
O corpo do bebê foi velado nesta quinta-feira (28) na funerária Dom Bosco, no bairro Lagoinha, em Belo Horizonte. O enterro está previsto para as 16h, no Cemitério da Paz, também na capital.
O uso de cerol é crime previsto no artigo 132 do Código Penal, com pena de três meses a um ano de prisão. Quando resulta em morte, o responsável pode responder por homicídio culposo. Em Minas Gerais, a venda e o uso de linhas cortantes são proibidos por lei estadual, com multa que pode chegar a R$ 263.950 em caso de reincidência.







