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Caso Flávia Barros: MP detalha como policial penal arrombou porta e atirou na cabeça da empresária

Empresária estava deitada na cama quando Tiago Sóstenes invadiu o quarto e efetuou múltiplos disparos a curta distância, aponta denúncia.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
26 de maio, 2026 · 18:48 2 min de leitura
Crédito: Portal ChicoSabeTudo
Crédito: Portal ChicoSabeTudo

O Ministério Público de Sergipe (MPSE) detalhou nesta terça-feira (26) como ocorreu o feminicídio da empresária Flávia Barros dos Santos, de 38 anos, moradora de Paulo Afonso (BA). De acordo com a denúncia formalizada pela 3ª Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri de Aracaju, o policial penal Tiago Sóstenes Miranda de Matos, de 37 anos, arrombou a porta do quarto onde Flávia estava hospedada e efetuou múltiplos disparos de arma de fogo a curta distância, direcionados principalmente à cabeça da vítima, que estava deitada na cama.

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O crime aconteceu na madrugada de 22 de março de 2026, em um hotel no bairro Coroa do Meio, na Zona Sul de Aracaju. Segundo o MPSE, a arma usada na execução foi uma pistola calibre .40 de uso restrito, pertencente à Secretaria de Administração Penitenciária da Bahia (Seap-BA), corporação à qual o agressor era vinculado. Na época do crime, Tiago era diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso, cargo do qual foi exonerado um dia depois do assassinato.

Na denúncia, a Promotoria pede que o acusado seja levado a júri popular por feminicídio consumado, com duas causas de aumento de pena: o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima — pega de surpresa durante o repouso noturno — e o emprego de arma de fogo de uso restrito em contexto de violência doméstica.

Durante coletiva de imprensa realizada no MP, as promotoras Cláudia Daniela e Luciana Duarte e a diretora do Centro de Apoio Operacional dos Direitos da Mulher, Verônica Lazar, esclareceram que Tiago não tentou cometer suicídio após o crime, como chegou a ser divulgado inicialmente. Os laudos técnicos apontam que ele foi atingido apenas superficialmente na cabeça por disparos que ricochetearam dentro do quarto. As investigações também revelaram que Flávia vivia um relacionamento abusivo, com episódios anteriores de violência registrados em mensagens extraídas dos celulares dos envolvidos.

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Flávia Barros era empresária do setor de soluções financeiras, comandava a FB Soluções Financeiras em Paulo Afonso e cursava o quarto período de Direito no Centro Universitário UniRios. Tiago segue preso preventivamente no Presídio Militar (Presmil), em Aracaju.

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