Na terça-feira, 11 de novembro, a Polícia Civil da Paraíba cumpriu dois mandados de busca e apreensão na cidade de Paulo Afonso (BA) e apreendeu uma motocicleta e um capacete que teriam sido utilizados pelo marido de Edivânia Limeira da Silva, policial penal encontrada morta em sua residência, em Patos (PB), no último sábado, 8 de novembro. O suspeito está preso temporariamente. As diligências foram conduzidas pela Delegacia de Homicídios e Entorpecentes (DHE) de Patos, com apoio da Polícia Civil baiana, e reforçam a linha de investigação de feminicídio, afastando, neste momento, vínculo com facções criminosas ou com a atividade profissional da vítima.
Segundo a investigação, a motocicleta pertence a um amigo do investigado e foi localizada na residência dele. O proprietário informou ter emprestado o veículo no dia 5 e o recebido de volta no dia 6. O capacete foi encontrado escondido dentro de uma caixa d’água na casa da mãe do suspeito. A polícia apura se esses itens foram usados no deslocamento entre Paulo Afonso (BA) e Patos (PB) na madrugada em que a vítima desapareceu.
Edivânia foi localizada sem vida dentro de casa, ainda fardada, com a porta aberta. No muro do imóvel havia pichações com “X9” e “CV”, indícios inicialmente associados a facções. As autoridades avaliam a hipótese de simulação para desviar o foco da apuração. Exames preliminares apontaram sinais compatíveis com esganadura e hematomas. As câmeras de segurança da residência estavam desligadas, e o cachorro da vítima não reagiu, fatores que sustentam a análise de autoria por alguém do convívio.
O marido, identificado como Leonardo, de 38 anos, foi preso em Caetés (PE) no mesmo dia em que o corpo foi encontrado, após ação integrada entre forças de segurança da Paraíba e de Pernambuco. A transferência do suspeito para Patos ocorreu para interrogatório e demais procedimentos. A vítima integrava a Secretaria de Administração Penitenciária da Paraíba desde 2012 e estava lotada na Penitenciária Feminina de Patos.
A DHE de Patos segue colhendo depoimentos, analisando vestígios e confrontando dados de telefonia, imagens e deslocamento para definir a dinâmica do crime e verificar se houve participação de terceiros. Até o momento, a investigação aponta o feminicídio como principal linha, com o marido como suspeito, e descarta ligação com facções.







