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PI 63867
Polícia

Cabo do Exército é investigado por elo com facções em Salvador

Deivison dos Santos Ferreira é suspeito de negociar munições, granadas e armas com integrantes do tráfico na Bahia

Redação ChicoSabeTudo
14 de setembro, 2026 · 14:56 3 min de leitura

Um cabo do Exército lotado no 6º Batalhão de Polícia do Exército, em Salvador, é suspeito de fornecer armas e munições para facções criminosas na Bahia. Deivison dos Santos Ferreira é investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público da Bahia por suposto envolvimento em esquema de tráfico de armamentos.

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Segundo as investigações, Deivison teria negociado munições de fuzil, granadas, pistolas e fuzis com integrantes do tráfico de drogas. Para um dos grupos criminosos apurados, a suspeita é de que ele tenha vendido cerca de mil munições dos calibres 5.56 e 7.62. As informações foram divulgadas pelo Fantástico, da TV Globo, no domingo, 13.

A ligação entre o cabo e os suspeitos veio à tona durante a análise de um celular apreendido em abril, em uma operação em uma casa usada para armazenar e preparar drogas, no bairro de Itapuã, em Salvador. O aparelho pertencia a Gabriel Reis Oliveira, apontado pela polícia como responsável pela compra e revenda de armas e drogas para diferentes facções, que mantinha contato direto com Deivison para tratar dos materiais.

Nas primeiras trocas de mensagens, Deivison não usava o próprio nome, apenas um emoji para se identificar. A confirmação de quem ele era teria ocorrido quando o interlocutor enviou dados pessoais, incluindo CPF e uma chave Pix, durante as negociações. As mensagens também tratam de granadas, mas a quantidade que teria sido desviada ainda não foi determinada. Deivison teria oferecido pistolas e fuzis também, mas os investigadores ainda não confirmaram se essas armas saíram de fato do controle do Exército.

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Uma das hipóteses investigadas é que o material teria vindo de treinamentos militares, com equipamentos e munições usados em exercícios que deveriam retornar ao paiol da unidade, mas não teriam sido devolvidos. Os investigadores também apuram se houve alteração em registros de controle para encobrir diferenças entre o que estava catalogado oficialmente e o que restava em estoque.

As conversas analisadas mencionam treinamentos em Paulo Afonso, no norte da Bahia. Em uma delas, Deivison teria dito que poderia conseguir mais material depois de uma dessas atividades. As fontes consultadas não confirmam operação, apreensão ou envolvimento de pessoas de Paulo Afonso no caso.

O cabo esteve entre os alvos de uma operação que prendeu 33 suspeitos de integrar a organização criminosa investigada, batizada pela Polícia Civil da Bahia de Operação Reino Oculto, segundo o Diário Goianiense. A ação reuniu cerca de 250 agentes, com prisões em Salvador, na região metropolitana, no interior da Bahia, em Sergipe e em São Paulo. Deivison, porém, já estava preso antes da deflagração da operação: sua prisão havia sido determinada pela Justiça Militar no mês anterior, em investigação sobre o desaparecimento de coletes balísticos.

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A apuração ainda tenta esclarecer a origem de todo o material negociado por Deivison e como armas e munições teriam saído do controle oficial. Os investigadores encontraram referências a outras pessoas que poderiam ter participação no fornecimento de granadas e munições. A Polícia Civil afirma que ainda é cedo para dizer se outros militares estavam envolvidos no suposto esquema, e que a possibilidade segue sendo investigada.

Os advogados de Deivison afirmam que ele nega todas as acusações. Segundo a defesa, no momento oportuno os fatos serão esclarecidos, e o time trabalha para reverter as prisões.

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