Um estagiário de 21 anos que atuava em uma agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no bairro de Itapuã, em Salvador, foi preso temporariamente nesta terça-feira (25) durante a Operação Representante Ilegal, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em parceria com o Ministério da Previdência Social. Ele é suspeito de integrar uma organização criminosa que fraudava benefícios previdenciários.
De acordo com a PF, as investigações começaram depois que movimentações suspeitas foram identificadas nos sistemas de uma agência da Previdência Social na capital baiana. O grupo é investigado por inserir dados falsos nos cadastros, reativar pagamentos que estavam suspensos, cadastrar representantes legais de forma irregular e burlar a exigência de prova de vida dos beneficiários.
Até o momento, a apuração identificou 97 benefícios fraudados, que resultaram em pagamentos indevidos estimados em R$ 3,5 milhões. Estimativas apontam que o prejuízo poderia chegar a R$ 99 milhões caso o esquema seguisse em operação.
Entre os casos levantados pela investigação estão beneficiários com mais de 100 anos cadastrados nos sistemas do INSS. A PF também apura se representantes legais registrados em diferentes estados indicam que a organização criminosa atuava de forma interestadual.
Além da prisão do estagiário, um jovem de 18 anos foi alvo de mandado de busca e apreensão na operação. Ao todo, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária em Salvador.
As investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes da organização criminosa e dimensionar a extensão dos prejuízos causados aos cofres públicos. Cabe à Justiça apurar as responsabilidades de cada um dos envolvidos no caso.







