A Advocacia-Geral da União (AGU) decidiu suspender o pagamento dos salários do procurador federal Virgilio Oliveira Filho. O servidor está preso desde novembro do ano passado, sob a acusação de participar de um esquema de corrupção conhecido como “Farra do INSS”.
Mesmo atrás das grades, Virgilio vinha recebendo uma remuneração bruta que chegava a quase R$ 48 mil por mês. O valor era composto por um salário base de R$ 32.439,52, somado a cerca de R$ 15 mil em honorários.
O procurador, que faz parte dos quadros da AGU desde 2006, ocupou o cargo de procurador-geral do INSS na época em que as irregularidades teriam acontecido. As investigações apontam que ele teria facilitado descontos indevidos diretamente na folha de pagamento de aposentados e pensionistas.
Segundo as apurações, o esquema envolveu o repasse de cifras milionárias. Virgilio Oliveira Filho é suspeito de ter embolsado R$ 11,9 milhões vindos de empresas ligadas às associações que se beneficiavam dos descontos ilegais nos benefícios previdenciários.
A suspensão dos pagamentos ocorre enquanto o processo avança na Justiça. O caso gerou grande repercussão nacional devido ao alto cargo ocupado pelo servidor e ao impacto direto no bolso de milhares de brasileiros que dependem do INSS.







