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Polícia

Padrasto é preso suspeito de envenenar arroz e matar enteada de 9 anos

Padrasto suspeito de envenenar enteada de 9 anos e o irmão dela é preso em Goiás. A Polícia Civil investiga o caso e analisa provas do local.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
02 de abril, 2026 · 15:50 2 min de leitura
Imagem: Reprodução/Redes sociais
Imagem: Reprodução/Redes sociais

A Polícia Civil prendeu, na última quarta-feira (1º/4), um homem suspeito de envenenar os dois enteados. A detenção foi conduzida por agentes da Subdelegacia de Polícia de Alto Horizonte, com o apoio operacional da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) do município de Uruaçu, no estado de Goiás. O indivíduo é investigado formalmente pelo crime de feminicídio triplamente qualificado contra a enteada, identificada como Weslenny Rosa Lima, de 9 anos, e por tentativa de homicídio triplamente qualificado contra o enteado, de 8 anos.

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O caso ocorreu na sexta-feira, dia 27 de fevereiro, quando as duas crianças consumiram uma refeição que continha substâncias tóxicas. A menina não resistiu e faleceu após a ingestão do alimento, tendo a causa da morte por intoxicação sido posteriormente confirmada por laudos periciais. O irmão dela também ingeriu a mesma comida, mas foi submetido a atendimento médico de urgência e sobreviveu à exposição química.

Durante as inspeções realizadas na residência da família, os investigadores apreenderam uma panela que continha arroz misturado a grânulos escuros, cujo aspecto indicava a presença de material tóxico. Além das evidências encontradas na cozinha, as equipes localizaram quatro gatos mortos na propriedade. A perícia técnica atestou que os animais também vieram a óbito em decorrência de envenenamento.

Em seu primeiro depoimento, prestado no dia da ocorrência, o padrasto confirmou ter sido o responsável pelo preparo do alimento consumido pelas vítimas. Na ocasião, ele declarou às autoridades que havia jogado as sobras da refeição no lixo, local onde os felinos possivelmente as teriam ingerido. Contudo, ao ser convocado para um novo interrogatório motivado pelo surgimento de novos indícios, o investigado decidiu exercer o seu direito constitucional ao silêncio, informando que apenas se manifestará após consultar a sua defesa técnica.

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As autoridades policiais seguem com os desdobramentos do inquérito com o objetivo de determinar qual foi a motivação para o ato e apurar se houve o envolvimento de terceiros. Para a conclusão das investigações, a polícia realiza atualmente a análise de aparelhos celulares que foram apreendidos, além de aguardar a emissão de laudos periciais complementares e a coleta de novos depoimentos de pessoas ligadas ao caso.

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