A advogada argentina Agostina Páez já está de volta ao seu país de origem após passar dois meses sendo monitorada por uma tornozeleira eletrônica no Brasil. Ela desembarcou em Buenos Aires na noite desta quarta-feira (1º), logo após a Justiça do Rio de Janeiro autorizar a retirada do equipamento e sua saída do território brasileiro.
Para conseguir a liberdade e o direito de viajar, a argentina precisou desembolsar o valor de R$ 97,2 mil, o equivalente a 60 salários mínimos, como pagamento de fiança. A decisão foi tomada pelo juiz Luciano Barreto Silva, que concedeu um habeas corpus criticando a demora na manutenção das medidas restritivas contra a ré.
Agostina respondia a um processo por injúria racial após ser flagrada imitando um macaco em frente a um bar no bairro de Ipanema, em janeiro deste ano. O caso ganhou repercussão nacional e os gestos foram direcionados a funcionários do estabelecimento, o que levou a advogada a ser investigada e monitorada pela polícia fluminense.
Ao chegar no aeroporto Jorge Newbery, na Argentina, ela conversou com a imprensa local e afirmou que estava ansiosa para reencontrar a família. Sobre o crime, a advogada declarou que se arrepende de ter reagido mal, mas ressaltou que se sentiu como a "inimiga pública número 1" durante o período em que esteve no Brasil.
A saída da advogada foi acompanhada por seu pai e por uma equipe de advogados brasileiros e argentinos. Na última semana, Agostina chegou a participar de uma audiência onde ficou frente a frente com três pessoas que foram ofendidas por seus gestos racistas na Zona Sul do Rio.







