Dois policiais militares do 12º Batalhão foram afastados das ruas após serem acusados de crimes graves durante uma abordagem no bairro Parque Florestal, em Camaçari. As denúncias incluem invasão de domicílio, agressões físicas brutais e abuso sexual contra uma jovem.
As vítimas relataram que os agentes entraram na casa alegando buscar drogas. Durante a ação, uma mulher e suas filhas teriam sido espancadas com pedaços de madeira. O relato mais chocante é de uma das filhas, que afirma ter sido levada para um quarto e estuprada sob ameaças.
A investigação da Corregedoria já reuniu provas que complicam a situação dos militares. Exames confirmaram lesões corporais e a presença de material biológico, indicando o contato sexual. Além disso, o GPS da viatura provou que os policiais estiveram na residência no horário exato relatado pela família.
O comandante da guarnição também está na mira da polícia. Embora não tenha entrado nos cômodos, ele teria ficado na porta da casa e ignorado os gritos de socorro das vítimas, o que pode configurar omissão no dever de supervisão.
Como punição imediata, os envolvidos tiveram as armas recolhidas e foram proibidos de usar a farda da corporação. Eles responderão a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) e permanecem longe das atividades operacionais até o fim das investigações.







