O furto de cabos de cobre em semáforos de Salvador pesou no bolso do contribuinte em 2025. Segundo a Transalvador, a destruição desses equipamentos causou um prejuízo de R$ 1,1 milhão aos cofres públicos no último ano. Além do rombo financeiro, o vandalismo coloca em risco a vida de motoristas e pedestres que circulam pela capital.
Os criminosos agem principalmente durante a madrugada, focando em avenidas movimentadas e na região central da cidade. Nem mesmo as fiações enterradas a 40 centímetros de profundidade e cobertas com concreto escapam da ação dos vândalos, que escavam o solo para arrancar os fios.
De acordo com a prefeitura, o impacto vai além do dinheiro. Quando uma sinaleira para de funcionar, o trânsito vira um caos e a segurança de motociclistas e pedestres fica comprometida. Em casos de danos totais, a equipe de manutenção precisa de até 48 horas para normalizar o sinal, envolvendo o trabalho de oito profissionais e caminhões.
As avenidas Joana Angélica, Sete de Setembro e a região da Barroquinha estão entre os pontos mais afetados. Outras vias importantes, como a Suburbana e a Dorival Caymmi, também sofrem constantemente com a falta de sinalização provocada pelos furtos.
Apesar do monitoramento por câmeras, os bandidos continuam desafiando as autoridades. Em um episódio recente na Ligação Iguatemi-Paralela, um homem foi preso pela Guarda Civil Municipal enquanto tentava cortar a fiação à luz do dia.
A população pode ajudar denunciando atitudes suspeitas pelo telefone 190 da Polícia Militar ou pelo WhatsApp da Guarda Civil no número (71) 99623-4955. Para informar sobre semáforos que não estão funcionando, o cidadão deve ligar para o 156 ou usar o aplicativo NOA Cidadão.







