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Seis ovelhas mortas em Atalaia (AL) reacendem onda de ataques misteriosos que já assusta Alagoas há meses

Animais foram encontrados com ferimentos graves no pescoço no Assentamento Brasileiro; polícia investiga e suspeita recai sobre matilhas de cães errantes

Redação ChicoSabeTudo
25 de junho, 2026 · 17:26 3 min de leitura
Ovelhas mortas encontradas na zona rural de Atalaia, Alagoas
Ovelhas mortas encontradas na zona rural de Atalaia, Alagoas

Moradores de Atalaia, na Zona da Mata de Alagoas, amanheceram intrigados nesta quinta-feira (25) após encontrarem seis ovelhas mortas em uma propriedade rural. Os animais foram achados em uma área conhecida como região da Varesa 2, próximo à Usina Brasileira. O caso rapidamente repercutiu nas redes sociais e reacendeu o temor que já vinha se espalhando por diversas cidades alagoanas.

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Segundo informações divulgadas pelo portal TNH1, os bichos apresentavam ferimentos graves na região do pescoço e havia vestígios de lã espalhados pelo terreno. O proprietário percebeu a situação nas primeiras horas da manhã e, ao chegar ao local, acionou pessoas da comunidade para verificar o ocorrido. Ele então foi à delegacia e registrou boletim de ocorrência. À polícia, informou que ouviu latidos de cachorros durante a madrugada, no horário em que o ataque pode ter acontecido.

A principal suspeita é a de que o rebanho tenha sido vitimado por cães errantes. O médico veterinário Epitácio Correia, mestre em Ciência Animal, já havia explicado esse padrão em casos anteriores registrados no estado. Segundo ele, cães errantes desenvolvem comportamento predatório quando vivem sem tutores e com pouco acesso a alimento. O especialista também esclareceu que a ausência de grandes quantidades de sangue nos corpos não indica necessariamente algo incomum, já que ataques de cães podem provocar perfurações profundas sem espalhar sangue pelo chão.

O caso de Atalaia não é isolado. Outros ataques semelhantes foram registrados desde o final de fevereiro na área rural de São Brás e nos meses seguintes em Porto Real do Colégio, Craíbas, Igaci e Arapiraca, com pelo menos 80 animais mortos contabilizados até início de maio. Apontado por moradores como o lendário "chupacabra", o suspeito dos ataques foi associado à morte de mais de 100 animais em cidades do Agreste.

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O que mais chama atenção é o padrão: os animais apresentam perfurações na região do pescoço e, em muitos casos, são encontrados sem sangue próximo aos corpos. O medo tomou conta de várias comunidades, que passaram a realizar vigílias noturnas na tentativa de identificar o responsável pelos ataques.

Em um dos casos mais emblemáticos, registrado na zona rural de Craíbas em abril, um homem de 28 anos prestou depoimento à Polícia Civil após afirmar ter presenciado e interrompido um ataque contra o rebanho da própria família, na madrugada do dia 7 de abril. Ao chegar ao local, ele contou ter visto dois cães de médio porte, semelhantes a vira-latas, além de um terceiro animal que afirmou não conseguir identificar, descrevendo a criatura como extremamente rápida, com estrutura de cachorro, mas com características incomuns.

O problema não se limita a Alagoas. Na Bahia, a questão dos cães errantes atacando rebanhos ganhou pauta na Assembleia Legislativa. Um deputado estadual é autor de projeto de lei que institui política sanitária de controle de cães errantes que atacam caprinos e ovinos na zona rural, diante da dificuldade dos municípios em promover campanhas de castração por falta de recursos, enquanto os animais se reproduzem e passam a caçar em propriedades rurais.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre as causas das mortes em Atalaia, e especialistas reforçam que situações semelhantes podem estar relacionadas a ataques de predadores, doenças ou outros fatores, sendo necessária uma análise técnica para esclarecer o ocorrido. A Polícia Civil deve conduzir a investigação a partir do boletim de ocorrência registrado pelo proprietário dos animais.

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