Moradores do conjunto habitacional Cidade Nova II, em Santo Antônio de Jesus, voltaram a pedir ajuda da Câmara de Vereadores para resolver um impasse que já dura seis anos. A cobrança foi feita durante a Tribuna Livre da sessão desta segunda-feira (10), por Tatiana de Souza Reis, que representa as cerca de 20 famílias afastadas dos imóveis desde 2020.
Segundo Tatiana, o aluguel pago às famílias como compensação pela saída dos apartamentos está atrasado neste mês de agosto. Ela relatou receio de que os moradores tenham que assumir o custo da moradia provisória enquanto a disputa entre construtora, banco e Justiça não é resolvida.
"Já está ficando chato. A gente tem um problema lá das casas, das rachaduras. Já fez seis anos e agora o banco não quer pagar aluguel. Esse mês mesmo, o aluguel já está atrasado", declarou a representante dos moradores durante a sessão.
A representante afirmou ainda que existe um impasse entre as partes envolvidas no processo e que as famílias têm dificuldade de acompanhar o andamento judicial do caso. Por isso, ela pediu diretamente aos vereadores que ajudem a intermediar o diálogo com os responsáveis pelo pagamento e com a Justiça.
"Quem é de vocês que vai nos ajudar nessa causa? Já tem seis anos essa demanda", questionou Tatiana aos parlamentares presentes na sessão. Segundo ela, os moradores avaliam a possibilidade de realizar novos protestos caso não haja retorno das autoridades.
O caso teve início em junho de 2020, quando um período de chuvas intensas abriu uma fenda de aproximadamente 40 metros no terreno ao lado do conjunto habitacional. Com o risco identificado, famílias de três blocos precisaram desocupar os apartamentos por medida preventiva. Desde então, os atingidos recebem uma ajuda financeira para pagar aluguel em outro imóvel, enquanto a disputa entre a construtora FCK e o Banco do Brasil segue tramitando na Justiça.
Em 2023, uma decisão judicial determinou que a construtora assumisse o pagamento dos aluguéis das famílias afetadas. Ainda assim, os moradores relatam dificuldades para receber os valores em dia, como ocorreu neste mês.
Em julho, os moradores já haviam feito uma manifestação para cobrar uma definição do caso. Na ocasião, reclamaram que o valor de R$ 600 recebido por parte das famílias é insuficiente para custear um imóvel na cidade. As famílias seguem fora dos apartamentos, sem uma resposta definitiva sobre o destino das unidades condenadas.







