A prefeitura de Salvador quer dar um salto na mobilidade urbana e planeja chegar aos 700 quilômetros de ciclovias até o ano de 2034. Atualmente, a capital baiana conta com pouco mais de 300 quilômetros de pistas destinadas aos ciclistas, o que significa que a meta é mais que dobrar a estrutura atual.
Para tirar o plano do papel, a Secretaria de Mobilidade (Semob) realizou um workshop estratégico na última sexta-feira (10). O foco é um projeto-piloto que servirá de guia para a construção dos 400 quilômetros que ainda faltam para completar a rede cicloviária prometida.
A iniciativa conta com o suporte do Mutirão Brasil, uma rede internacional que ajuda cidades no combate às mudanças climáticas. Embora o programa não envie dinheiro diretamente para as obras, ele oferece consultoria técnica especializada e ajuda a prefeitura a encontrar fontes de financiamento para os projetos.
Entre as prioridades discutidas estão áreas de grande movimento e alta complexidade, como a região da Estação da Lapa e o eixo Iguatemi/Acesso Norte. A ideia é que essas conexões recebam atenção especial para facilitar o deslocamento de quem usa a bicicleta para trabalhar ou se exercitar.
Segundo a gestão municipal, o trabalho não é apenas construir novas vias, mas também melhorar as que já existem. O objetivo final é transformar a bicicleta em um meio de transporte oficial e seguro, ajudando a desafogar o trânsito pesado da capital.
O prazo para a conclusão desta etapa específica de consultoria técnica internacional é o primeiro semestre de 2027. Com isso, Salvador se torna a única cidade do país com dois projetos selecionados simultaneamente por essa rede global de prefeitos pelo clima.







