Salvador pode estar se preparando para a implementação de um rodízio de carros, similar ao que já ocorre em São Paulo. A análise do colunista Maurício Rosa, do Acelera Bahia, aponta que a cidade enfrenta um grave problema de trânsito, exacerbado pelo elevado número de veículos e pelas inúmeras obras em andamento.
Uma das intervenções mais significativas é a na região do Iguatemi/Avenida ACM, que visa a construção do Viaduto Direcional. O projeto, iniciado em 11 de julho de 2023, tinha previsão de conclusão para 9 de julho de 2024, mas já acumula atrasos que podem resultar em cerca de 1 ano e 4 meses. Tal fato contribui para o aumento do congestionamento na área, especialmente durante os horários de pico.
O TomTom Traffic Index, divulgado em 13 de outubro, revelou que o tempo médio para percorrer 10 km em Salvador é de 21 minutos. As principais vias enfrentam frequentes congestionamentos, incluindo a Avenida Paralela, a ACM e a Bonocô. Apesar do monitoramento contínuo pela Semob (Secretaria de Mobilidade) e pela Transalvador, ainda não há propostas formais para um rodízio na capital baiana.
Diante desse cenário, o colunista levanta uma questão crítica: a solução para o intenso trânsito em Salvador reside na criação de um sistema de rodízio, que penalizaria os motoristas, ou seria necessário um foco urgente no aprimoramento logístico e na execução das obras que afetam a mobilidade?
Enquanto as autoridades não se manifestam de forma oficial sobre a viabilidade do rodízio, o congestionamento e os impactos na mobilidade urbana continuam a ser um desafio crescente para os soteropolitanos.







