A prefeitura de Palmeira dos Índios, em Alagoas, realizou na última sexta-feira (3) a entrega de mais de 150 kits de Equipamento de Proteção Individual (EPI) para os merendeiros que atuam nas escolas da rede municipal. A ação foi conduzida pela prefeita Tia Júlia e pela secretária municipal de Educação, Renilda Pereira, no âmbito da Secretaria Municipal de Educação (Semede).
Segundo informações divulgadas pela prefeitura, o objetivo é garantir a segurança alimentar e a proteção dos servidores. Além da entrega dos equipamentos, os profissionais passaram por uma capacitação com a equipe de nutricionistas.
A capacitação foi ministrada pela coordenadora do setor de Alimentação Escolar, Mônica Brandão, com auxílio dos nutricionistas da Semede. O evento também contou com a presença da secretária adjunta da Semede, Ana Holanda, de secretários municipais e do Conselho de Alimentação Escolar.
Na ocasião, a secretária Renilda Pereira fez um apelo direto aos merendeiros. Ela reconheceu que virão tempos de críticas sobre a qualidade da merenda, mas pediu empenho e dedicação: "Preparem os alimentos com todo o amor, pois esses alunos não deixam de ser nossos filhos. Trabalhemos com dedicação e carinho, pois aquela criança que se alimenta na nossa escola está sob nossa responsabilidade", frisou Renilda.
A prefeita Tia Júlia foi além e destacou o peso social da merenda escolar para crianças em situação de vulnerabilidade. "A Semede trabalha com um cardápio variado, com alimentos de qualidade. Nós sabemos que há muitas crianças que só fazem uma refeição decente na escola, então isso é uma missão nobre para nós: educar e alimentar. Esses kits são de extrema importância, pois preza pela segurança do profissional e do alimento que está sendo manipulado", disse a prefeita.
O uso de EPIs por manipuladores de alimentos em escolas não é apenas uma recomendação de boas práticas — é uma exigência sanitária prevista em normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As condições higiênico-sanitárias dos alimentos são de grande importância para a saúde pública, principalmente quando servidos à coletividade, como em escolas. O conhecimento sobre Boas Práticas de Fabricação na produção da alimentação escolar é, além de essencial, uma exigência legal.
No âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), o programa oferece alimentação e ações de educação alimentar e nutricional a estudantes de todas as etapas da educação básica pública, com repasse federal a estados e municípios. O PNAE é acompanhado e fiscalizado pela sociedade, por meio dos Conselhos de Alimentação Escolar (CAE), pelo FNDE, pelo TCU, pela CGU e pelo Ministério Público.
A iniciativa em Palmeira dos Índios demonstra um movimento crescente de municípios alagoanos que investem na valorização e qualificação dos profissionais da alimentação escolar. Os cuidados com a alimentação na infância e adolescência tornaram-se um elemento presente no dia a dia das comunidades escolares, e a merenda prioriza cada vez mais alimentos nutritivos que passam pelo crivo de nutricionistas.







