O Ministério Público da Bahia (MP-BA) fez uma importante recomendação à Prefeitura de Salvador e ao secretário de Educação. O órgão pediu que eles suspendam o plano de fechar a Escola Municipal Paulo Mendes de Aguiar, que fica na comunidade do Rio Sena, em Salvador, na Bahia.
A decisão do MP-BA veio após receber denúncias preocupantes. Segundo o promotor de Justiça Valmiro Macêdo, moradores e pais de alunos contaram que a Secretaria Municipal de Educação estaria planejando o fechamento definitivo da escola de forma “extraoficial”. O que mais chamou atenção é que, para uma medida tão séria, não houve qualquer conversa prévia com a direção da escola, os professores ou as famílias dos alunos. Essa falta de diálogo é vista como um passo essencial antes de qualquer decisão sobre o futuro de uma unidade de ensino.
Para garantir que o processo seja justo e transparente, o promotor Valmiro Macêdo recomendou que a Secretaria de Educação discuta o assunto com todos os envolvidos. Isso inclui:
- O Conselho Municipal de Educação;
- O conselho escolar da própria unidade;
- A direção da Escola Paulo Mendes de Aguiar;
- Representantes dos professores;
- As famílias dos alunos que seriam afetados pelo fechamento.
Além disso, o MP-BA indicou que o Conselho de Educação seja o responsável por conduzir essas conversas, ouvindo atentamente a todos. Ao final desse processo, o Conselho deve elaborar um relatório detalhado, que vai apresentar se é realmente viável fechar a escola ou se ela deve continuar funcionando.
O Ministério Público também fez outras perguntas importantes ao município. Ele quer saber se outras escolas da região, como a Escola Municipal Radialista Raimundo Varela e o CMEI Maria Emília Gadelha Viana, têm vagas suficientes para receber os alunos da Paulo Mendes de Aguiar, caso ela feche. Outra questão levantada é se a prefeitura pretende sugerir aos pais que matriculem seus filhos em escolas ligadas ao Projeto Pé na Escola. Essas informações são cruciais para entender o impacto do fechamento e as alternativas oferecidas à comunidade.
A recomendação do MP-BA reforça a necessidade de um planejamento cuidadoso e da participação da comunidade em decisões que afetam diretamente a educação e o futuro de centenas de crianças. Fechar uma escola é um ato que impacta profundamente a vida de uma comunidade, e por isso, o diálogo e a transparência são indispensáveis para garantir os direitos dos alunos e de suas famílias.







