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Empresa chinesa assume operações de ouro na Bahia em negócio bilionário

Grupo chinês CMOC compra ativos de ouro da canadense Equinox Gold na Bahia por US$ 1,015 bilhão, impactando setor mineral e trabalhadores.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Municipios
17 de dezembro, 2025 · 18:15 2 min de leitura
Foto ilustrativa: Divulgação
Foto ilustrativa: Divulgação

Uma das maiores movimentações financeiras da década no setor mineral da Bahia agitou o último sábado (14). A mineradora canadense Equinox Gold anunciou a venda de todos os seus ativos no Brasil para o grupo chinês CMOC. O negócio, avaliado em impressionantes US$ 1,015 bilhão, o que dá cerca de R$ 5,49 bilhões, muda o comando das operações de extração de ouro no nordeste baiano.

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As minas de Santa Luz e Fazenda Brasileiro, conhecidas juntas como o “Complexo Bahia”, vão passar para a bandeira chinesa a partir de 2026. Essa transação garante que a exploração de ouro continue no estado, mas agora sob a gestão de uma empresa que já mostrou ser bem ativa e sólida no mercado brasileiro.

CMOC: Uma gigante que não é novidade no Brasil

Para quem pensa que a CMOC é uma empresa nova por aqui, vale ressaltar que ela já tem uma presença consolidada. A empresa chinesa, segundo informações da Revista Ceará, chegou ao Brasil em 2016 e, desde então, construiu uma reputação forte, sendo:

  • A segunda maior produtora de nióbio do mundo.
  • A segunda maior produtora de fertilizantes fosfatados do país.

Essa experiência da CMOC no Brasil traz uma expectativa positiva para a continuidade das operações nas novas aquisições. A agressividade e a solidez que a empresa imprimiu em suas outras unidades brasileiras são vistas como um bom sinal.

"Para os trabalhadores de Santaluz e Barrocas, a expectativa gira em torno de investimentos em tecnologia e a manutenção do ritmo operacional que a CMOC imprimiu em suas outras unidades brasileiras desde sua chegada ao país em 2016", destaca um trecho da apuração.

Detalhes do acordo e expectativas futuras

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O pagamento do acordo será feito em duas partes. Inicialmente, a Equinox Gold receberá US$ 900 milhões à vista quando o contrato for fechado, o que está previsto para o primeiro trimestre de 2026. Um bônus adicional de US$ 115 milhões será pago um ano após a transferência, dependendo da produtividade das minas.

A conclusão total da venda ainda precisa de aprovações importantes, como a do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), para garantir que tudo esteja dentro das normas. No entanto, a perspectiva para as comunidades de Santaluz e Barrocas, na Bahia, onde muitos trabalhadores das minas vivem, é de otimismo. A esperança é que a nova gestão traga mais investimentos em tecnologia e mantenha os empregos, seguindo o padrão de eficiência que a CMOC já mostrou em suas outras unidades brasileiras.

Essa aquisição bilionária representa não só uma grande mudança para as operações de ouro na Bahia, mas também um reforço da presença de empresas internacionais, especialmente as chinesas, no robusto setor mineral brasileiro.

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