Moradores e pescadores da Praia de São Tomé de Paripe, no Subúrbio de Salvador, convivem com um cenário alarmante: substâncias de cores azul, verde e amarela continuam brotando na areia. Mesmo após um mês da interdição de uma empresa na região, a poluição persiste e o laudo oficial do Inema ainda não foi divulgado.
A falta de respostas concretas está destruindo a economia local. Marisqueiros e pescadores relatam a morte de diversas espécies marinhas, o que inviabilizou o trabalho de quem retira do mar o sustento da família. Sem peixe e com a praia suja, os turistas sumiram, deixando o comércio de mãos atadas.
Lideranças comunitárias afirmam que a situação está cada vez mais crítica, com o surgimento de líquidos coloridos inclusive perto de áreas de lazer, como o campo de futebol. O sentimento na comunidade é de abandono, já que as intervenções do poder público são consideradas insuficientes diante da gravidade do desastre ambiental.
Até o momento, a assistência oferecida pela prefeitura se resumiu à entrega de cestas básicas e cadastramento em programas sociais. No entanto, os trabalhadores cobram um auxílio financeiro direto e o respeito ao bairro, que depende exclusivamente da saúde da praia para sobreviver.
O caso agora deve chegar ao Ministério Público Federal (MPF), que planeja realizar uma audiência pública para debater o problema. Enquanto isso, o Inema segue sem apresentar o relatório das análises laboratoriais que identificariam a origem e a periculosidade dos resíduos encontrados na areia.







