Cinco dias se passaram desde a forte ventania que castigou São Paulo e sua região metropolitana, mas o problema da falta de energia elétrica ainda é uma realidade dura para milhares de famílias. Nesta segunda-feira (15), mais de 30 mil clientes da Enel, a concessionária responsável pelo serviço, continuavam sem luz. Para ser mais exato, 30.028 unidades consumidoras estão às escuras, o que representa 0,35% do total de clientes. A situação é mais crítica na capital paulista, onde 20.305 residências e comércios ainda esperam pelo restabelecimento.
Tudo começou na última quarta-feira (10), quando ventos intensos, que chegaram a impressionantes 98 quilômetros por hora, atingiram a Grande São Paulo. O estrago foi grande e imediato: naquele dia, cerca de 2,2 milhões de pessoas ficaram sem energia elétrica. A fúria do vento derrubou mais de 330 árvores, e muitas delas caíram em cima da rede elétrica, destruindo cabos e postes. Foi um cenário de caos que se espalhou por vários municípios. Embu-Guaçu, por exemplo, chegou a ter quase todos os seus clientes da Enel – cerca de 98% – sem eletricidade.
A demora na solução do problema tem gerado muita indignação. A própria Enel havia prometido, no último sábado (13), que tudo estaria normalizado até o domingo (14). No entanto, o prazo não foi cumprido. Além disso, uma decisão da Justiça também no sábado determinou que a Enel religasse a energia em até 12 horas. Para garantir o cumprimento, a Justiça impôs uma multa pesada de 200 mil reais por cada hora de atraso. Mesmo com a ordem judicial, muitos ainda aguardam.
Enquanto as equipes da Enel trabalham para reverter o quadro, milhares de pessoas enfrentam o dia a dia sem algo tão básico como a energia elétrica, afetando desde a conservação de alimentos até o trabalho e estudo em casa. A expectativa agora é que o fornecimento seja totalmente reestabelecido o mais rápido possível para todos os afetados.







