O Ministério Público Federal (MPF) decidiu apertar o cerco contra o descarte irregular de lixo e a ocupação indevida de terras às margens da BR-324, no trecho que corta o município de Capim Grosso. A investigação foi oficializada após a conversão de um procedimento preliminar em inquérito civil.
O foco da apuração é o quilômetro 350 da rodovia, onde foi detectado um depósito de resíduos sólidos e a invasão da chamada faixa de domínio — área que pertence à União e deve ficar livre para garantir a segurança de quem trafega.
A denúncia chegou ao MPF por meio de um ofício enviado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). O órgão federal alertou sobre os riscos que o acúmulo de sujeira e as construções irregulares trazem para os motoristas e para o meio ambiente da região.
Segundo o procurador da República Tiago Modesto Rabelo, responsável pelo caso, a mudança para inquérito civil foi necessária devido à complexidade da situação. Agora, novas diligências serão realizadas para identificar os responsáveis e cobrar soluções.
Além de prejudicar a visibilidade e a segurança viária, o lixo acumulado causa danos à saúde pública e ao ecossistema local. O descaso na rodovia pode gerar punições administrativas e processos por crimes ambientais aos envolvidos.







