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Aulas atrasadas e falta de fardamento: pais denunciam descaso na educação municipal de Salvador

Escolas recém-inauguradas seguem de portas fechadas por falta de funcionários, enquanto o calendário oficial é ignorado pela prefeitura.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Municipios
10 de abril, 2026 · 22:47 1 min de leitura

Famílias de alunos da rede municipal de Salvador estão revoltadas com o atraso no início das aulas e a falta de entrega de fardamentos e materiais escolares. Mesmo com o calendário oficial prevendo o retorno para o dia 16 de março, diversas unidades seguem sem atividades, deixando centenas de crianças fora das salas de aula.

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A situação é crítica em escolas recém-inauguradas, como a Valdemar Bibiano, no Bairro da Paz. Entregue oficialmente no dia 27 de março, a unidade já acumula quase um mês de atraso. A previsão é que o retorno ocorra apenas na próxima segunda-feira (13), mas em esquema de rodízio semanal entre as turmas por falta de pessoal.

Relatos de pais indicam que o problema vai além da estrutura física. Faltam agentes de limpeza, inspetores de corredor e profissionais de segurança. Em algumas unidades, não há sequer monitoramento por câmeras em escadas e elevadores, o que gera medo nos responsáveis quanto à integridade dos estudantes.

No bairro Ceasa, a Escola Municipal Papa Francisco vive um cenário ainda mais incerto. A unidade, que deveria concentrar alunos de prédios antigos e desativados, segue sem qualquer previsão de abertura. Pais que buscaram a Ouvidoria da Prefeitura receberam respostas genéricas que não condizem com a realidade das escolas.

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Além da falta de aulas, quem já conseguiu retornar enfrenta o déficit de insumos básicos. O fardamento escolar e os kits de material, que deveriam ser entregues no primeiro dia, ainda não chegaram às mãos de muitos estudantes, descumprindo o planejamento anunciado pela Secretaria de Educação.

A legislação brasileira exige o cumprimento de pelo menos 200 dias de trabalho escolar efetivo. Com o cronograma atual comprometido pelos atrasos, cresce a preocupação sobre como esse tempo perdido será recuperado sem prejudicar o aprendizado dos alunos até o final do ano letivo.

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