Quem sonha em morar onde hoje é o Parque de Exposições de Salvador pode esperar sentado. Uma lei da prefeitura impede a construção de condomínios ou prédios de apartamentos no local. O motivo é que a área está classificada como uma "Zona de Uso Especial", uma categoria que amarra o uso do terreno.
Na prática, essa classificação significa que o espaço só pode ser usado para atividades específicas, como as feiras e shows que já acontecem por lá. Qualquer coisa diferente disso, principalmente um projeto para moradias, não é permitida pela legislação atual.
Para liberar a construção de um empreendimento residencial, o caminho é longo. A prefeitura de Salvador precisaria enviar um projeto de lei para a Câmara de Vereadores propondo a mudança de zoneamento da área. Só com a aprovação dos vereadores é que o terreno ganharia uma nova finalidade.
Apesar do obstáculo, o Governo do Estado, que administra o parque, já tem planos para o futuro do espaço. A ideia que circula é construir um grande complexo com hotel, um shopping center e uma nova arena de shows, transformando completamente a região.
Segundo informações de bastidores, o projeto já estaria pronto e com o aval de algumas secretarias, aguardando apenas a autorização final do governador Jerônimo Rodrigues para avançar. O próximo passo seria buscar uma empresa parceira para tocar as obras.
Um grupo de empresários interessado na parceria já teria até feito uma exigência: a construção de novas avenidas para melhorar o trânsito e o acesso ao local, conectando a Avenida Paralela a Itapuã. Essa condição está sendo analisada pelo governo.
Enquanto o futuro não se decide, o Parque de Exposições, com seus 450 mil metros quadrados em Itapuã, continua sendo um dos principais espaços para grandes eventos em Salvador, mas com um potencial imobiliário travado pela burocracia.







