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Justiça da Bahia determina que Jequié recupere Lagoa do Derba

A Justiça da Bahia determinou que o município de Jequié crie um plano de recuperação e fiscalize a Lagoa do Derba, após descarte irregular de resíduos e omissão.

Redação ChicoSabeTudo
20 de janeiro, 2026 · 07:44 2 min de leitura
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Foto: Reprodução / Redes Sociais

A Justiça da Bahia deu um prazo para o município de Jequié agir e proteger a importante Lagoa do Derba. Em uma decisão recente, ficou determinado que a prefeitura deve criar um plano completo para recuperar a área e, mais importante, garantir uma fiscalização contínua para evitar novos problemas ambientais.

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A sentença, que saiu da 1ª Vara da Fazenda Pública de Jequié em 17 de dezembro de 2025, responde a um pedido do Ministério Público da Bahia (MP-BA). A história começou quando o MP-BA percebeu que a Lagoa do Derba estava sofrendo com o descarte irregular de lixo e entulhos. Além disso, a gestão municipal não estava fazendo sua parte na fiscalização e proteção do local.

O que a Justiça exige de Jequié para a Lagoa do Derba

A determinação judicial é clara e detalhada. O município terá que ir além da limpeza e fazer uma recuperação ambiental de verdade na lagoa. Isso inclui:

  • Limpeza e Recuperação Ambiental: Remover todo o lixo e entulho, e depois trabalhar para restaurar a saúde da lagoa e seu entorno, que é uma área de preservação.
  • Gestão de Resíduos: Implementar ações eficazes para gerenciar o lixo na região, evitando que novos descartes irregulares aconteçam.
  • Educação Ambiental: Promover iniciativas para conscientizar a comunidade que vive perto da lagoa sobre a importância de preservar o meio ambiente. A ideia é que todos entendam seu papel na proteção da lagoa.
  • Relatórios Periódicos: A prefeitura precisará enviar relatórios constantes à Justiça, mostrando como as medidas estão sendo aplicadas e o progresso da recuperação.

A Lagoa do Derba, como muitos corpos d'água urbanos, é vital para o equilíbrio ecológico local e para a qualidade de vida dos moradores. O descarte de lixo e entulho não só polui a água e o solo, como também pode prejudicar a fauna e a flora, além de gerar problemas de saúde pública.

Indenização por Dano Ambiental

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Não foi apenas a recuperação que a Justiça determinou. O município de Jequié, na Bahia, também foi condenado a pagar uma indenização de R$ 100 mil por conta do "dano ambiental residual". Esse valor é uma forma de compensar os prejuízos ao meio ambiente que, mesmo com a recuperação, podem deixar marcas. O dinheiro será direcionado ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos ou a um fundo ambiental parecido, para ser usado em outras ações de proteção ambiental.

A decisão reforça a responsabilidade dos municípios na guarda de suas áreas de preservação e a importância da atuação do Ministério Público para garantir que o direito a um meio ambiente equilibrado seja respeitado por todos.

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