Uma notícia importante para a cultura baiana! O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) decidiu estender o prazo para que os projetos técnicos de restauração do valioso Memorial Mãe Menininha de Gantois, em Salvador, na Bahia, sejam finalizados. A medida garante mais tempo para o desenvolvimento de um trabalho cuidadoso, essencial para a preservação deste patrimônio cultural e religioso.
O termo aditivo, referente ao Compromisso de número 961312, prorroga a vigência do acordo por mais 180 dias. Com essa extensão, o novo prazo para a conclusão dos projetos agora vai de 15 de janeiro de 2026 até 14 de julho de 2026.
Um passo importante para a preservação
Essa prorrogação dá continuidade a um esforço que começou em agosto do ano passado. Naquela época, a Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), que faz parte da gestão municipal, contratou uma empresa especializada justamente para criar o projeto executivo de restauração do Memorial. O objetivo é detalhar todas as intervenções necessárias para recuperar o espaço que celebra uma das figuras mais marcantes do candomblé baiano.
A empresa responsável por essa etapa inicial é a Yoanny Calvo - Arquitetura & Engenharia LTDA, e o investimento previsto apenas para a elaboração deste projeto é de R$ 187.500,00. O termo aditivo mais recente foi assinado por Daniel Borges Sombra e pelo Prefeito Bruno Reis, com o Iphan atuando como o órgão que concede o apoio, e o município de Salvador como o convenente.
O que é o Memorial Mãe Menininha do Gantois?
Localizado no Alto do Gantois, no bairro da Federação, em Salvador, o Memorial Mãe Menininha do Gantois é muito mais que um museu. Ele foi criado em 1992 para homenagear Maria Escolástica da Conceição Nazareth, a Mãe Menininha, uma das mais respeitadas lideranças religiosas de matriz africana no Brasil. É um lugar que respira história e fé.
Este espaço é considerado o primeiro museu do tipo no país, focado na personalidade e na trajetória de uma figura tão emblemática. Seu acervo é riquíssimo, com mais de 500 peças que contam a história de Mãe Menininha, incluindo objetos rituais e pessoais. A coleção é apresentada de forma "aberta", convidando o visitante a mergulhar em sua vida.
O Memorial é dividido em três áreas principais:
- O espaço dedicado à mulher, Maria Escolástica;
- O espaço da sacerdotisa, a Mãe Menininha;
- E uma recriação do seu aposento pessoal, mostrando um pouco da sua intimidade e dia a dia.
A iniciativa do Iphan e da prefeitura de Salvador reforça o compromisso com a valorização e a manutenção de locais que são pilares da identidade cultural e religiosa brasileira.







