A restauração da Igreja e Hospício da Boa Viagem, em Salvador, ganhou um novo capítulo nesta semana. O Iphan autorizou oficialmente o início das pesquisas arqueológicas no local, passo obrigatório para avançar com as obras estruturais no templo histórico.
A autorização tem validade de seis meses e será coordenada por dois arqueólogos especialistas. O objetivo é garantir que nenhum vestígio histórico do subsolo seja danificado durante a reforma da igreja, que foi inaugurada originalmente no ano de 1741.
O prédio estava interditado desde fevereiro de 2025 por questões de segurança. A medida foi tomada logo após um acidente fatal com uma turista em outra igreja da capital, o que acendeu o alerta sobre as condições de conservação dos monumentos baianos.
Com um investimento total de R$ 7,2 milhões, o projeto não prevê apenas o conserto do teto e das paredes. A ideia é implantar uma hospedaria no local para atrair turistas religiosos e gerar renda para a manutenção própria do santuário.
Esta é considerada a primeira grande intervenção estrutural na história da Igreja da Boa Viagem. Os recursos para a obra vêm do próprio Iphan em parceria com o Fundo de Direitos Difusos, ligado ao Ministério da Justiça.
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, já esteve no canteiro de obras para acompanhar o cronograma. Agora, com o sinal verde para a arqueologia, a expectativa é que os trabalhos ganhem ritmo para devolver o patrimônio aos fiéis e visitantes.







