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Defensoria Pública de Alagoas intima prefeitura e empresas a resolverem crise do lixo em Maceió

Órgão abriu procedimento formal e deu prazo de cinco dias para que Alurb, Viambiental e Naturalle apresentem solução; moradores relatam mau cheiro, insetos e risco de doenças há pelo menos duas semanas.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Municipios
23 de maio, 2026 · 08:57 2 min de leitura
Portal ChicoSabeTudo
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A crise na coleta de lixo em Maceió chegou ao nível institucional. A Defensoria Pública de Alagoas (DPAL) instaurou, na última sexta-feira (22), um procedimento formal de acompanhamento sobre o acúmulo irregular de resíduos que atinge diversos bairros da capital alagoana, e notificou os responsáveis pelo serviço para que apresentem solução urgente.

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O Núcleo de Proteção Coletiva da DPAL oficiou a Autarquia Municipal de Desenvolvimento Sustentável e Limpeza Urbana (Alurb), além das empresas Viambiental e Naturalle Tratamento de Resíduos, responsáveis pela limpeza urbana no município, cobrando providências urgentes para solucionar a situação.

A Defensoria solicitou que a prefeitura apresente, em até cinco dias, as medidas adotadas e uma solução definitiva para o acúmulo de lixo. A instituição continuará monitorando a situação e poderá tomar outras providências se necessário.

Conforme o coordenador do Núcleo, o defensor Othoniel Pinheiro, a instituição recebeu denúncias de moradores relatando os transtornos gerados pelo acúmulo de lixo, como mau cheiro e proliferação de insetos, fatores que representam riscos à saúde pública. A Defensoria alertou que a coleta de resíduos não pode sofrer interrupções e que a atual situação da capital fere os direitos básicos do cidadão alagoano.

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Há pelo menos duas semanas, moradores de diferentes bairros de Maceió convivem com falhas na coleta de lixo, acúmulo de resíduos e transtornos causados pela demora no recolhimento. Na Avenida Vereador Dário Marcigliano, principal via do Conjunto Cleto Marques Luz, os contêineres estão lotados e o lixo já ocupa parte das calçadas. Moradores temem que, com a chegada das chuvas, os resíduos sejam levados para galerias pluviais e provoquem entupimentos e alagamentos.

Segundo o médico infectologista Renée Oliveira, ambientes com lixo acumulado favorecem a proliferação de ratos, baratas, moscas e mosquitos transmissores de doenças. Entre os riscos estão a leptospirose, além de arboviroses como dengue, chikungunya e zika.

Com o lixo acumulado durante vários dias, moradores de um condomínio na parte alta da capital decidiram contratar uma empresa particular para realizar a coleta dos resíduos que deveriam ter sido recolhidos pelo serviço público. O residencial possui mais de 300 unidades habitacionais e produziu cerca de cinco toneladas de lixo durante o período sem recolhimento adequado. A contratação emergencial custou R$ 1.650. Os moradores buscam o ressarcimento do valor junto à Alurb.

Uma paralisação realizada em 15 de maio reuniu garis e margaridas em defesa da aprovação do Projeto de Lei 4146/2020, que trata da regulamentação da profissão e prevê a criação de um piso salarial nacional, agravando ainda mais o cenário já comprometido da limpeza urbana na cidade.

Em nota, a Alurb informou que a coleta domiciliar está sendo realizada com 100% do efetivo disponível. O órgão afirmou ainda que acompanha o trabalho das empresas responsáveis pela execução do serviço para evitar atrasos e reduzir impactos à população. As empresas Viambiental e Naturalle não se pronunciaram até o fechamento desta reportagem.

Moradores que queiram fazer denúncias ou solicitações podem ligar para o 156 ou acionar a Central de Monitoramento da Alurb pelo WhatsApp (82) 98802-4834.

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