Em meio à alegria contagiante do Carnaval de Salvador, o monitoramento ambiental trouxe à tona uma descoberta importante e surpreendente: a qualidade do ar no circuito Osmar, que passa pelo Campo Grande, superou a do circuito Dodô, na Barra. A revelação foi feita nesta segunda-feira (16) por Ivan Euler, secretário de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-estar e Proteção Animal de Salvador, em entrevista ao Bahia Notícias.
Os dados coletados durante a folia mostram que as árvores do Campo Grande são as grandes estrelas dessa boa notícia. Segundo o secretário, a presença da vegetação contribui para melhorar a qualidade do ar e também para manter as temperaturas mais amenas na região.
“O monitoramento da qualidade do ar e os índices, a qualidade do ar está boa, deu todos os parâmetros dentro do parâmetro da normalidade. E também a temperatura não deu tão elevada como anos anteriores”, explicou Ivan Euler, ressaltando o sucesso da iniciativa.
Essa diferença notável entre os circuitos já havia sido percebida no ano passado, quando o monitoramento começou. A expectativa inicial era que a Barra, por ser uma área mais aberta e próxima ao mar, apresentasse um ar de melhor qualidade. No entanto, o que se viu foi o oposto, e o mesmo cenário se repete este ano. Técnicos e especialistas estudam os dados, e a principal conclusão aponta para o papel fundamental das árvores do Campo Grande, que funcionam como um filtro natural e regulador térmico, tornando o ambiente mais agradável para os foliões.
Carnaval da Reciclagem: Catadores batem recorde de coleta
Além das boas notícias sobre o meio ambiente, o Carnaval de Salvador também celebra avanços significativos na inclusão social e economia circular, com ações dedicadas aos catadores de materiais recicláveis. O secretário Ivan Euler trouxe números animadores sobre a coleta seletiva na festa.
Em apenas quatro dias de folia, a cidade já havia ultrapassado 128 toneladas de material reciclado, com a expectativa de superar as 170 toneladas até o fim do Carnaval. Este ano, a coleta bateu recorde, superando todos os anos anteriores. A quinta-feira do Carnaval, por exemplo, registrou um aumento impressionante de 40% no material coletado, e o dia anterior à entrevista teve um aumento de 20%.
O impacto positivo se estende diretamente ao bolso dos trabalhadores. Mais de um milhão de reais já foram repassados aos catadores autônomos e de rua. O pagamento é feito na hora, em dinheiro vivo, assim que o material é entregue em uma das oito centrais de coleta da prefeitura, que contam com o apoio da Ambev.
Essas centrais empregam 15 cooperativas, para as quais todo o material coletado é revertido. No ano passado, a prefeitura investiu cerca de 4,5 milhões de reais nesse trabalho vital, e a expectativa é que este ano esse valor ultrapasse os 5 milhões. “A gente tenta trazer dignidade para eles e cada vez mais ter mais recursos na mão deles”, finalizou o secretário, destacando a importância social e ambiental da iniciativa.







