A mudança da sede da Câmara Municipal de Salvador (CMS) para o histórico Cine Excelsior, um tema que gera bastante expectativa na capital baiana, está com os recursos financeiros garantidos e aguarda apenas o sinal verde de importantes órgãos de fiscalização do patrimônio. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (9) pelo presidente da Câmara, Carlos Muniz (PSDB), em entrevista ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias.
Muniz destacou que a parte orçamentária para a transferência do Legislativo já está resolvida. Segundo ele, a Câmara economizou uma quantia significativa, eliminando qualquer entrave financeiro para o projeto. “Não foi por falta de dinheiro. Nós economizamos R$ 55 milhões, então teremos recursos sobrando para que isso seja feito”, afirmou o presidente, que demonstrou cautela.
A espera agora é pela liberação do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Essa autorização é crucial porque tanto o Cine Excelsior quanto o atual Paço Municipal são imóveis com grande valor histórico e arquitetônico, exigindo um cuidado minucioso para qualquer intervenção. “Mas é algo muito minucioso e não vamos fazer nada sem que os órgãos fiscalizadores nos deem a liberação”, reforçou Muniz.
O presidente explicou que a situação é semelhante à do Paço Municipal, que também depende da autorização desses órgãos por ser uma edificação centenária. A ideia é que o Cine Excelsior se torne o novo plenário principal da Câmara Municipal de Salvador, na Bahia, sendo o espaço mais utilizado pelos vereadores e equipes.
Publicidade“Estamos esperando que o Ipac e o Iphan deem a liberação para que o Cine Excelsior possa se transformar no plenário da Câmara Municipal”, disse Muniz durante a conversa com Fernando Duarte e Eduarda Pinto.
Com a mudança, a forma de uso dos dois locais será adaptada. O Cine Excelsior será o centro das atividades diárias da Câmara, enquanto o Paço Municipal terá seu uso reduzido. A decisão visa proteger e preservar a estrutura antiga, que necessita de menor desgaste para manter sua integridade histórica.
“A Câmara vai ter dois plenários. O Paço será bem menos usado do que é hoje. É uma casa centenária que precisa ser preservada. Vamos utilizar mais o Cine Excelsior, que será usado todos os dias. O Paço deve ser utilizado, no máximo, 60 dias por ano”, concluiu Carlos Muniz.
Essa abordagem garante que, embora a modernização e a otimização dos espaços estejam em pauta, o respeito e a conservação do patrimônio histórico da capital baiana permaneçam como prioridade, com todas as etapas sendo cuidadosamente seguidas conforme as determinações dos órgãos competentes.







