O prefeito Bruno Reis anunciou, nesta segunda-feira (22), que pediu ao Governo do Estado da Bahia uma mudança crucial no projeto do tramo 4 do metrô de Salvador, na Bahia. O objetivo é claro: garantir que as obras não atrapalhem o tradicional circuito Osmar do Carnaval, que acontece no Campo Grande.
A preocupação surgiu depois que ensaios preliminares do projeto indicaram que um poço de construção, essencial para a obra do metrô, seria instalado bem no meio da Avenida Largo do Campo Grande, em frente ao histórico Teatro Castro Alves. Essa localização poderia comprometer seriamente a dinâmica da folia carnavalesca na região, uma das mais importantes da festa.
Mudança no projeto do metrô para salvar o Carnaval
Em entrevista ao Bahia Notícias, o prefeito Bruno Reis explicou que o assunto foi discutido diretamente com o governador. Ele detalhou a alteração solicitada para o projeto do metrô:
"Tratamos [as obras] naquele encontro com o governador. Foi apresentado o projeto, o poço de visitação da obra estava previsto no meio da rua, entre a praça e o Teatro Castro Alves, e nós combinamos naquela reunião que um posto de visitação seria na praça, em um canteiro que será montado no interior da praça, e outro naquele estacionamento ao lado, onde fica o camarote da Câmara do Carnaval."
Com essa mudança, os pontos de visitação da obra seriam realocados para a praça e um estacionamento próximo, evitando o meio da avenida. Para o gestor, essa solução permite que a obra do metrô e o Carnaval do Campo Grande, e também do Centro Histórico, coexistam sem problemas.
O prefeito fez a declaração durante um evento político em Porto Seguro, na Bahia, e ressaltou a importância de manter os circuitos atuais do Carnaval de Salvador. Segundo ele, a ideia de mudar um dos circuitos para a orla marítima é um plano de longo prazo e que, por agora, o ideal é investir no equilíbrio dos circuitos já existentes.
Equilíbrio entre os circuitos do Carnaval
Bruno Reis defende que a cidade funciona bem com os dois circuitos principais, o Dodô (na Barra) e o Osmar (no Campo Grande), se eles forem bem distribuídos e com grandes atrações. Ele relembrou discussões passadas sobre a orla:
"Qual é a visão da Prefeitura? Que dois circuitos bem equilibrados, bem distribuídos, com grandes atrações que atraem o público, eles dão para funcionar bem. Lá atrás, com o advento da nova obra da Orla, que nós já inauguramos, se conjuntou a possibilidade do circuito da Barra [o circuito Dodô] acontecer lá. Naquele momento foi uma discussão, tema levantado por os atores do Carnaval e, ao final, ouvindo todos, a prefeitura decidiu que iria manter o Carnaval na Barra, iria fortalecer o Carnaval do Centro e nesse ano tivemos um equilíbrio dos circuitos e as operações funcionaram bem."
Para o futuro, o prefeito considera que a discussão sobre novos circuitos ou mudanças de localidade será inevitável, mas que isso caberá ao próximo gestor municipal. Ele argumenta que o crescimento do turismo e o aumento do número de foliões em Salvador tornam essa discussão cada vez mais urgente.
A cidade está crescendo e o Carnaval atrai mais gente a cada ano. Por isso, a necessidade de adaptações futuras é "provável". No entanto, Bruno Reis garantiu que, para 2026, o Carnaval de Salvador continuará com os mesmos circuitos tradicionais:
"A gente vai fazer o Carnaval de 2026 nesses dois circuitos [Dodô, na Barra, e Osmar, no Campo Grande]."







