A Holanda investe em soluções inovadoras para enfrentar as mudanças climáticas ao criar bairros flutuantes, como Schoonschip, em Amsterdã. Essas moradias flutuantes permitem que os residentes conviverem com a água de forma segura, subindo e descendo conforme o nível do mar, proporcionando uma alternativa viável para cidades ameaçadas por inundações.
Com 30 casas flutuantes, o bairro Schoonschip se destaca pela estrutura que utiliza pilares de aço para garantir estabilidade em situações de tempestade. Siti Boelen, uma das residentes, enfatiza a sensação de segurança que esse modelo traz:
“Nós nos sentimos mais seguros durante a tempestade porque flutuamos.”As construções são feitas com materiais sustentáveis, como madeira, aço e vidro, e algumas possuem painéis solares e telhados verdes, reforçando o compromisso com a sustentabilidade.
Entre as vantagens das casas flutuantes, destaca-se a resistência a inundações, conexão completa com rede elétrica e saneamento, além da possibilidade de expansão urbana em áreas com escassez de terrenos. O escritório Waterstudio, responsável por projetos ao redor do mundo, já idealizou 300 construções sobre a água, evidenciando a viabilidade do conceito.
Embora promissoras, essas estruturas enfrentam desafios, como movimentações causadas pelo vento e chuva intensa. Boelen recorda:
“Quando me mudei, as tempestades faziam o terceiro andar balançar, sentimos no estômago.”Contudo, especialistas afirmam que os benefícios das construções flutuantes superam os custos, garantindo segurança e adaptando as cidades às mudanças climáticas.
Com a previsão de que, no futuro, milhões de pessoas possam ser deslocadas devido ao aumento do nível do mar, especialistas como Rutger de Graaf, cofundador da Blue21, defendem a ampliação das construções flutuantes. Assim, a experiência da Holanda pode servir de modelo para a criação de cidades mais resilientes e sustentáveis.







