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Aos 115 anos, pernambucana figura entre as seis pessoas mais velhas do planeta

Beatriz Ferreira Duarte celebrou o aniversário em Jaboatão dos Guararapes rodeada de família; idade foi validada pela organização internacional LongeviQuest em 2023.

Redação ChicoSabeTudo
22 de junho, 2026 · 18:35 2 min de leitura
Beatriz Ferreira Duarte, supercentenária pernambucana de 115 anos, em celebração de aniversário em Jaboatão dos Guararapes
Beatriz Ferreira Duarte, supercentenária pernambucana de 115 anos, em celebração de aniversário em Jaboatão dos Guararapes

Uma pernambucana entrou para o seleto clube das pessoas mais longevas do planeta. Beatriz Ferreira Duarte completou 115 anos no último domingo (21) e, com isso, se consolidou como a segunda pessoa viva mais velha do Brasil e a sexta do mundo, de acordo com a organização internacional LongeviQuest.

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A comemoração aconteceu em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife, onde Beatriz mora com uma das filhas. A festa reuniu cerca de 80 convidados em um salão de festas — uma das celebrações maiores que a família reserva para datas marcantes.

Nascida em 21 de junho de 1911, no município de Moreno, também no Grande Recife, Beatriz teve sua idade oficialmente certificada em setembro de 2023, após pesquisadores da LongeviQuest analisarem documentos de identidade e registros civis que remetem ao início do século passado. A LongeviQuest é uma entidade especializada na validação de registros de supercentenários — pessoas que ultrapassam os 110 anos de vida.

No ranking nacional, Beatriz fica logo atrás de Yolanda Beltrão de Azevedo, alagoana que também tem 115 anos, mas nasceu alguns meses antes, em janeiro de 1911. No cenário global, a pernambucana é antecedida por apenas cinco pessoas, distribuídas entre Reino Unido, Estados Unidos, Itália e Japão. A mais velha do mundo hoje é a britânica Ethel Caterham, com 116 anos.

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A trajetória de Beatriz atravessa mais de um século de transformações históricas do Brasil. Ela se casou com Amaro Cipriano Duarte, falecido em 1990, e dedicou a vida integralmente ao lar e à criação dos filhos. O casal teve oito filhos, dos quais quatro morreram ainda recém-nascidos. Três seguem vivos até hoje. A família conta ainda com sete netos, 12 bisnetos e uma tataraneta.

Para a filha Bernardete Duarte, de 70 anos, o segredo da longevidade da mãe está na tranquilidade com que ela sempre encarou a vida. "Ela nunca foi uma pessoa desesperada. Sempre manteve a calma diante de todas as situações", contou Bernardete ao Diário de Pernambuco. Segundo ela, Beatriz costumava dizer que "devemos viver o dia de hoje, porque o amanhã pertence a Deus".

A família também aponta a alimentação saudável e os anos de vida no campo, durante a juventude em Macujé, na Zona Rural de Jaboatão, como fatores que contribuíram para a longevidade da matriarca. Segundo Bernardete, Beatriz não faz uso contínuo de nenhum medicamento e fazia corridas até os 104 anos de idade.

Ao longo das décadas, Beatriz enfrentou perdas duras: 11 dos 12 irmãos já morreram, além da filha Maria Auxiliadora, que faleceu em 2019, aos 70 anos. Conhecida entre os familiares como uma mulher de muita coragem, ela sempre lidou com o luto sem perder a serenidade — uma das marcas que a família mais lembra ao falar dela.

Supercentenários são raríssimos. O número de pessoas comprovadamente vivas com mais de 110 anos é estimado entre 150 e 600 no mundo inteiro, segundo dados compilados por institutos de gerontologia. Beatriz Ferreira Duarte está em um grupo ainda menor: o das que chegaram aos 115.

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