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20 toneladas de feijão: como São Miguel dos Campos está transformando terra de cana em renda para agricultores

Na segunda edição do Comida na Mesa, famílias do interior de Alagoas colhem feijão em áreas cedidas por usinas e levam alimento e dinheiro para casa

Redação ChicoSabeTudo
25 de junho, 2026 · 09:41 2 min de leitura
Colheita de feijão do Projeto Comida na Mesa em São Miguel dos Campos, Alagoas
Colheita de feijão do Projeto Comida na Mesa em São Miguel dos Campos, Alagoas

A segunda edição do Projeto Comida na Mesa acaba de registrar seu resultado mais concreto: cerca de 20 toneladas de feijão colhidas em São Miguel dos Campos, município da zona canavieira de Alagoas. A ação foi realizada pela Secretaria Municipal de Agricultura (SEMAGRI) com a presença do prefeito George Clemente e o apoio do deputado estadual Fernando Pereira.

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O projeto tem uma lógica simples e eficaz: as famílias cadastradas têm acesso a áreas de renovação da cana-de-açúcar para o plantio de feijão, além de receber sementes e assistência técnica especializada para todas as etapas da produção. Ou seja, enquanto a usina renova seu canavial, o agricultor familiar ocupa aquela terra temporariamente e produz alimento.

Um dos pilares do programa é o apoio contínuo do deputado estadual Fernando Pereira, que contribui desde a primeira edição com a doação de sementes e implementos agrícolas, viabilizados também por meio de articulações com a Codevasf — a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba.

Segundo informações divulgadas pela Prefeitura de São Miguel dos Campos, mais de 100 famílias são beneficiadas diretamente pela iniciativa, enquanto mais de 500 núcleos familiares são alcançados de forma indireta. A produção pode ser usada para consumo próprio, vendida nas feiras locais ou doada, ampliando o impacto social do programa.

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O secretário municipal de Agricultura, Wellington Silva, o Tinho, destacou que o Comida na Mesa une desenvolvimento econômico e responsabilidade ambiental. Segundo ele, o plantio do feijão na entressafra da cana traz benefícios ao solo, como a fixação de nitrogênio e o aumento da matéria orgânica, reduzindo custos futuros para os agricultores.

Não é à toa que o programa ganhou apelido informal entre os agricultores. O secretário Tinho lembrou que na primeira edição foram colhidas 26 toneladas e que a expectativa para este ciclo era alta: "O 'Comida na Mesa' virou 'Comida na Mesa e Dinheiro no Bolso', porque o agricultor garante a nutrição da família e vende o excedente na Feira do Agricultor Familiar, gerando renda extra."

Criado como política pública estruturante, o programa garante às famílias cadastradas acesso a áreas de renovação da cana-de-açúcar para o plantio de feijão, além da oferta de sementes e assistência técnica especializada durante todas as etapas de cultivo e colheita.

O contexto regional reforça a importância da iniciativa. A agricultura familiar em Alagoas é responsável por quase toda a produção de arroz, feijão, mandioca e milho do estado, sendo a base da segurança alimentar local. Programas municipais como o Comida na Mesa dialogam diretamente com essa realidade, colocando o pequeno produtor no centro da cadeia alimentar.

Baseado nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), o Comida na Mesa promove a sustentabilidade, a geração de emprego e renda e o combate à fome, garantindo que mais alimentos cheguem à mesa das famílias. Segundo a prefeitura, a iniciativa consolida São Miguel dos Campos como referência em políticas públicas voltadas ao campo.

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