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Presidente do Vitória explica aposta em marca própria: "Adidas e Puma não dão luva, e o clube precisa de grana"

Fábio Mota justificou a escolha pelo critério financeiro: o Leão da Barra busca R$ 10 milhões entre luvas e adiantamentos, condição que as grandes fornecedoras se recusaram a oferecer.

Redação ChicoSabeTudo
30 de junho, 2026 · 12:49 2 min de leitura
Presidente Fábio Mota do Esporte Clube Vitória em entrevista sobre marca própria nos uniformes
Presidente Fábio Mota do Esporte Clube Vitória em entrevista sobre marca própria nos uniformes

O presidente do Esporte Clube Vitória, Fábio Mota, foi direto ao explicar a decisão de adotar uma marca própria para os uniformes do clube a partir de 2027: dinheiro. Em entrevista ao Arena Rubro-Negra nesta segunda-feira (29), o dirigente deixou claro que o fator financeiro foi determinante e que as grandes fornecedoras do mercado simplesmente não atenderam às exigências do Rubro-Negro baiano.

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"O Vitória já tomou a decisão de ter marca própria. 'Ah, eu queria Adidas, Puma, etc.' Todas essas não dão luva, aquele dinheiro que entra no clube, e o Vitória precisa de grana", disse Mota, resumindo o raciocínio da diretoria.

Segundo o presidente, o fator financeiro foi determinante para a escolha, já que o Rubro-Negro busca arrecadar cerca de R$ 10 milhões entre luvas e adiantamento com a empresa que assumirá a operação — condições que grandes fornecedoras de material esportivo não aceitaram oferecer, principalmente no que diz respeito ao pagamento de luvas e à participação nas vendas dos produtos.

Além da luva, outro ponto central na decisão foi a fatia nas vendas. Mota destacou que o modelo pretendido garante ao clube 15% de tudo que é vendido — percentual que nenhuma das grandes marcas cogitadas estava disposta a ceder.

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Embora o vínculo com a atual fornecedora, a Volt Sports, tenha validade até 2027, a diretoria rubro-negra negocia a rescisão. A empresa passou a enfrentar críticas por atrasos frequentes na entrega das camisas e pela insatisfação de parte da torcida com a qualidade dos produtos. A parceria com a Volt teve início em 2022, período em que o Leão conquistou a Série B de 2023, o Campeonato Baiano de 2024 e a Copa do Nordeste deste ano.

No lugar da Volt, deve chegar a marca Nego — já conhecida da torcida. De acordo com Mota, a empresa responsável pela operação da marca própria deverá utilizar inicialmente a marca Nego, usada pelo Leão entre 2021 e 2023. O nome foi criado em alusão ao grito de guerra que ecoa no Barradão, com design inteiramente desenvolvido pelo próprio clube.

A expectativa é de que a transição seja concluída até dezembro, período em que o clube também organizará a adaptação das lojas e do enxoval. Segundo Mota, são oito lojas que precisarão passar pelo processo de mudança antes que os novos uniformes entrem em campo oficialmente.

"A empresa que vai assumir a marca própria deve, em um primeiro momento, usar a marca Nego. Ela está se colocando nessa intenção de dar a luva e um adiantamento, que a gente precisa para a sequência do campeonato. A partir de dezembro a gente muda", detalhou o dirigente.

No início de junho, Fábio Mota havia revelado que o Vitória negociava a rescisão do contrato com a Volt Sport e avaliava propostas de outras fornecedoras, além da possibilidade de retomar uma marca própria. Agora, a decisão está tomada — e o Leão da Barra vai caminhar com os próprios pés também nas prateleiras.

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