O presidente do Esporte Clube Vitória, Fábio Mota, foi direto ao explicar a decisão de adotar uma marca própria para os uniformes do clube a partir de 2027: dinheiro. Em entrevista ao Arena Rubro-Negra nesta segunda-feira (29), o dirigente deixou claro que o fator financeiro foi determinante e que as grandes fornecedoras do mercado simplesmente não atenderam às exigências do Rubro-Negro baiano.
"O Vitória já tomou a decisão de ter marca própria. 'Ah, eu queria Adidas, Puma, etc.' Todas essas não dão luva, aquele dinheiro que entra no clube, e o Vitória precisa de grana", disse Mota, resumindo o raciocínio da diretoria.
Segundo o presidente, o fator financeiro foi determinante para a escolha, já que o Rubro-Negro busca arrecadar cerca de R$ 10 milhões entre luvas e adiantamento com a empresa que assumirá a operação — condições que grandes fornecedoras de material esportivo não aceitaram oferecer, principalmente no que diz respeito ao pagamento de luvas e à participação nas vendas dos produtos.
Além da luva, outro ponto central na decisão foi a fatia nas vendas. Mota destacou que o modelo pretendido garante ao clube 15% de tudo que é vendido — percentual que nenhuma das grandes marcas cogitadas estava disposta a ceder.
Embora o vínculo com a atual fornecedora, a Volt Sports, tenha validade até 2027, a diretoria rubro-negra negocia a rescisão. A empresa passou a enfrentar críticas por atrasos frequentes na entrega das camisas e pela insatisfação de parte da torcida com a qualidade dos produtos. A parceria com a Volt teve início em 2022, período em que o Leão conquistou a Série B de 2023, o Campeonato Baiano de 2024 e a Copa do Nordeste deste ano.
No lugar da Volt, deve chegar a marca Nego — já conhecida da torcida. De acordo com Mota, a empresa responsável pela operação da marca própria deverá utilizar inicialmente a marca Nego, usada pelo Leão entre 2021 e 2023. O nome foi criado em alusão ao grito de guerra que ecoa no Barradão, com design inteiramente desenvolvido pelo próprio clube.
A expectativa é de que a transição seja concluída até dezembro, período em que o clube também organizará a adaptação das lojas e do enxoval. Segundo Mota, são oito lojas que precisarão passar pelo processo de mudança antes que os novos uniformes entrem em campo oficialmente.
"A empresa que vai assumir a marca própria deve, em um primeiro momento, usar a marca Nego. Ela está se colocando nessa intenção de dar a luva e um adiantamento, que a gente precisa para a sequência do campeonato. A partir de dezembro a gente muda", detalhou o dirigente.
No início de junho, Fábio Mota havia revelado que o Vitória negociava a rescisão do contrato com a Volt Sport e avaliava propostas de outras fornecedoras, além da possibilidade de retomar uma marca própria. Agora, a decisão está tomada — e o Leão da Barra vai caminhar com os próprios pés também nas prateleiras.







