Onze clubes do futebol baiano já se transformaram em sociedade anônima do futebol, modelo conhecido como SAF. O levantamento reúne times de Salvador e do interior do estado, entre eles Bahia, Atlético de Alagoinhas, Fluminense de Feira, Porto Sport Club, SSA FC, Industrial, Sakai, Ypiranga, Conquista FC, Galícia e Itabuna.
O Bahia é apontado como o caso que marca a chegada de uma rede internacional ao controle de uma SAF no estado. Já o Porto, de Porto Seguro, subiu para a primeira divisão do Campeonato Baiano e tem a estrutura ligada ao clube registrada como Porto Seguro SAF em documentos públicos.
Outro destaque é o SSA FC, que conquistou espaço entre as principais equipes da segunda divisão estadual em 2026 e confirmou acesso inédito à elite do futebol baiano. Industrial e Sakai também entraram no processo de empresarialização, mas ainda têm poucos dados públicos sobre a estrutura societária e os investimentos recebidos.
Ypiranga e Conquista FC integram a Squadra Sports, plataforma de gestão multiclubes comandada pelo ex-presidente do Bahia, Guilherme Bellintani. O Galícia, pentacampeão estadual e um dos clubes mais tradicionais de Salvador, retornou à primeira divisão em 2026, depois de conquistar o acesso no ano anterior e ficar oito anos fora da elite.
O Itabuna chegou a se ligar ao Grupo Amoedo em uma tentativa de estruturação empresarial, mas essa relação foi encerrada em 2023. Atlético de Alagoinhas e Fluminense de Feira passaram por processos com entrada de investidores, que ficaram com participação majoritária em suas estruturas.
Fora da lista dos onze, o Jacuipense, de Riachão do Jacuípe, discute internamente a criação de uma SAF, mas ainda não formalizou o modelo nem anunciou investidor. O presidente do Conselho Deliberativo do clube, Felipe Sales, comentou o momento vivido pelo futebol baiano.
"Chega um determinado momento em que começamos a perceber que todo mundo está começando a virar SAF e isso pode ser importante para a gente atrair outros tipos de parceiros para fortalecer ainda mais o projeto", disse Sales.
Segundo ele, o clube já iniciou conversas formais sobre o assunto com o setor jurídico. "Há quinze dias, eu sentei com nosso advogado, doutor Rafael Frank, e começamos a pensar de maneira mais efetiva. Algo como: 'Poxa, já está na hora da gente realmente começar a desenhar um projeto de SAF e potencializar o Jacuipense, que já é um projeto de sucesso'. Então já começamos a desenhar, está com nosso jurídico", completou o presidente do Conselho Deliberativo do Jacuipense.







