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Elenco abaixo do esperado e eliminações precoces: como o Bahia regrediu em 2026

Eliminado da Copa do Brasil pelo Remo e da Libertadores pelo O'Higgins, o clube baiano viu quase 90% da sua arrecadação em premiações evaporar na comparação com 2025.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Esportes
15 de maio, 2026 · 11:43 3 min de leitura
Portal ChicoSabeTudo
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O Bahia não chegou nem ao meio do ano e já tem um diagnóstico claro: a temporada de 2026 representa um retrocesso. O clube saiu precocemente de duas competições importantes — a Libertadores, eliminado pelo O'Higgins-CHI na segunda fase prévia, e a Copa do Brasil, derrubado pelo Remo na quinta fase —, e o custo vai muito além dos resultados dentro de campo.

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Somando Copa do Brasil e Libertadores, o Bahia arrecadou apenas R$ 4,6 milhões em bônus esportivos em 2026 — valor muito distante dos quase R$ 39,8 milhões conquistados pelo clube em 2025, quando o Tricolor passou pelas fases de grupos da Libertadores, disputou a Sul-Americana e chegou às quartas de final da Copa do Brasil.

Na comparação direta entre as duas temporadas, o clube registra uma queda acentuada de 88,41% nas receitas oriundas dessas premiações. O próprio técnico Rogério Ceni reconheceu a gravidade da situação. "É um prejuízo financeiro muito grande, algo que não tem como recuperar até o fim do ano. O que podemos é tentar chegar ao melhor lugar possível em dezembro para ir para Libertadores pelo terceiro ano seguido", analisou o treinador após a derrota.

O impacto não para nas premiações. Com as saídas da Libertadores e da Copa do Brasil, o Esquadrão sabe que terá uma temporada muito mais curta em comparação ao ano anterior. Em 2026, o Tricolor disputará um total de 53 jogos oficiais, uma redução significativa de 27 partidas em relação às 80 realizadas em 2025. Além dos valores que deixam de entrar via bônus, o Bahia enfrentará uma redução drástica nas receitas de bilheteria e sócios-torcedores, já que o clube terá apenas mais doze partidas para disputar como mandante até o fim do ano.

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Para analistas do futebol baiano, parte considerável desse retrocesso tem origem fora de campo. Segundo análise publicada pelo ge.globo.com, o Bahia errou no planejamento para a temporada atual. O raciocínio traçado é direto: o clube subiu de patamar à medida que recebeu investimentos mais assertivos — saiu do 16º para o 8º lugar no Brasileirão quando trouxe Caio Alexandre, Jean Lucas e Everton Ribeiro; depois foi do 8º ao 7º com Ramos Mingo e os 20 gols de Willian José em 2025. Desta vez, nenhuma das contratações teria convencido.

A crítica ganha peso quando se leva em conta que o Bahia pertence ao City Football Group, conglomerado que se orgulha de ter um dos maiores bancos de dados de jogadores do mundo. A expectativa do torcedor era, no mínimo, maior precisão na busca por reforços. O que se viu foi o oposto: os algozes do Tricolor em 2026 são equipes com recursos significativamente menores, o que agravou a decepção.

Antes dessas eliminações, o Bahia demonstrava consistência na Copa do Brasil, alcançando as oitavas em 2021 e 2022 e as quartas de final em 2023, 2024 e 2025. A última vez que o time havia sido eliminado tão cedo na competição foi em 2020, quando caiu para o River-PI nas fases iniciais.

O Campeonato Brasileiro é o que resta para tentar salvar o ano. Com o encerramento precoce em quase todos os mata-matas, resta ao time de Rogério Ceni apenas as 24 rodadas restantes da Série A para cumprir o cronograma até dezembro e tentar mitigar a temporada desastrosa no primeiro semestre. Uma vaga direta à Libertadores ainda é possível — o Bahia ocupa o sexto lugar do Brasileirão — mas vai exigir consistência no segundo semestre e, segundo a mesma análise, também uma correção na segunda janela de contratações.

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