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Esportes

Com 86% dos votos, Fábio Mota comanda Vitória por mais três anos

Fábio Mota garante novo mandato à frente do Esporte Clube Vitória para o triênio 2026-2028, quebrando tabu de 15 anos com vitória expressiva nas urnas.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Esportes
13 de dezembro, 2025 · 23:06 3 min de leitura
Foto: Victor Ferreira / EC Vitória
Foto: Victor Ferreira / EC Vitória

Fábio Rios Mota garantiu, neste sábado, um novo mandato à frente do Esporte Clube Vitória, sendo reeleito presidente para o triênio que vai de 2026 a 2028. Liderando a chapa “Leão Colossal”, que tem Djalma Abreu como vice-presidente, o atual gestor conquistou uma vitória esmagadora nas urnas, somando 85,95% dos votos.

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A reeleição de Fábio Mota marca um momento histórico para o clube rubro-negro, quebrando um jejum de 15 anos. A última vez que um presidente do Vitória havia conseguido se reeleger foi com Alexi Portela, que comandou o Leão de 2006 a 2013. Desde então, o clube enfrentou um período de instabilidade política, com uma série de presidentes que não completaram seus mandatos ou foram destituídos, como Carlos Falcão, Ivã de Almeida, Ricardo David e Paulo Carneiro, que foi afastado do cargo.

O outro candidato, Marcone Amaral, recebeu 14,05% dos votos, mostrando a preferência massiva dos eleitores pela continuidade da gestão de Mota. Além da presidência executiva, a chapa “Leão Colossal” também garantiu a reeleição de Raimundo Viana, carinhosamente conhecido como Vovô Mundico, para a presidência do Conselho Fiscal. Ele e seu vice, Bruno Torres, obtiveram 4.062 votos (78,8%), superando a chapa “Aliança Vitória”, de Valmar Sant’anna e Domingos Arjones, que ficou com 1.088 votos (21,13%).

A trajetória de Fábio Mota no comando do Leão

Advogado, historiador e pecuarista, Fábio Mota chegou à presidência do Vitória de forma interina no final de 2021, em um momento delicado, após Paulo Carneiro ser tirado do cargo. Naquela ocasião, com apenas sete rodadas para o fim da Série B, ele não conseguiu evitar o rebaixamento do time para a Série C.

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Apesar do revés inicial, Mota mostrou sua capacidade de recuperação. Em 2022, surpreendeu a todos ao conseguir um acesso "heroico" para a Série B, mesmo quando as chances de classificação eram mínimas, estimadas em apenas 2%. Este feito impulsionou sua popularidade e, em setembro do mesmo ano, ele foi eleito para seu primeiro mandato oficial, com 66,4% dos votos.

Sua gestão foi marcada por conquistas importantes. Em 2023, o Vitória alcançou um feito inédito e histórico: conquistou seu primeiro título nacional, levantando a taça de campeão da Série B. O ano de 2024 trouxe mais alegrias com a conquista do Campeonato Baiano, um título que o clube não via desde 2017, e que foi celebrado com uma vitória sobre o arquirrival Bahia na final.

Ainda em 2024, a equipe rubro-negra enfrentou momentos de dificuldade na Série A, com a ameaça do rebaixamento pairando sobre o time. No entanto, a chegada do técnico Thiago Carpini trouxe uma virada, e o Vitória não só conseguiu se manter na elite do futebol brasileiro como garantiu uma vaga na Copa Sul-Americana.

O ano de 2025, no entanto, apresentou desafios. O Vitória perdeu o título baiano para o Bahia e foi eliminado precocemente na primeira fase da Copa Sul-Americana e na segunda fase da Copa do Brasil. Na Série A, a luta contra o rebaixamento foi constante do início ao fim do campeonato. A salvação veio na última rodada, graças ao trabalho do técnico Jair Ventura, que assumiu a equipe a 14 rodadas do fim e orquestrou uma arrancada crucial que garantiu a permanência na elite.

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