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Brasileirão começa sem impedimento semiautomático, mas tecnologia segue nos planos

O Brasileirão 2024 começa sem o impedimento semiautomático, prometido pela CBF. A tecnologia atrasou devido a inspeções e liberação de equipamentos.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Esportes
19 de janeiro, 2026 · 19:39 3 min de leitura
Foto: Divulgação/Fifa
Foto: Divulgação/Fifa

Faltam poucos dias para a bola rolar no Campeonato Brasileiro, com início marcado para 28 de janeiro, mas uma das grandes novidades prometidas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não estará em campo nas primeiras rodadas. O impedimento semiautomático, aguardado com expectativa por jogadores, técnicos e torcedores, teve sua estreia adiada.

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A tecnologia, que visa agilizar as decisões de arbitragem e diminuir a polêmica em lances de impedimento, estava confirmada pelo próprio presidente da CBF, Samir Xaud, para a rodada inaugural. No entanto, a entidade informou que o cronograma de implantação ainda não foi totalmente cumprido.

Por que o atraso na tecnologia?

O motivo do adiamento, segundo a CBF, está nas etapas que ainda precisam ser finalizadas. Isso inclui inspeções técnicas detalhadas nos estádios e a liberação de equipamentos importados, essenciais para o funcionamento do sistema. A instalação dessa tecnologia não é simples; ela exige uma logística complexa, com a montagem completa em 27 arenas da Série A e o uso de uma vasta estrutura tecnológica, incluindo câmeras de alta precisão e sensores que monitoram a posição dos jogadores e da bola.

A promessa do impedimento semiautomático era trazer mais transparência e rapidez para os lances duvidosos, um avanço que já é realidade em grandes competições internacionais. Com a tecnologia, é possível criar rapidamente uma representação 3D do lance, mostrando a linha de impedimento e a posição dos jogadores no momento exato do passe, minimizando erros e discussões prolongadas.

Onde o projeto já avançou?

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Mesmo com o atraso, o trabalho não parou. A CBF já conseguiu inspecionar 16 estádios que receberão jogos do Brasileirão. Entre os já vistoriados estão palcos importantes do futebol brasileiro, como o Maracanã (Rio de Janeiro), a Neo Química Arena (São Paulo), o MorumBis (São Paulo), o Mineirão (Belo Horizonte), a Arena Fonte Nova (Salvador, na Bahia), o Barradão (Salvador, na Bahia), a Vila Belmiro (Santos, em São Paulo), o Beira-Rio (Porto Alegre, no Rio Grande do Sul) e a Arena do Grêmio (Porto Alegre, no Rio Grande do Sul).

Ainda faltam as inspeções e liberações em algumas arenas, como a Arena Condá (Chapecó, em Santa Catarina), Baenão (Belém, no Pará), Maião (Paragominas, no Pará) e o Allianz Parque (São Paulo). O planejamento da Confederação Brasileira de Futebol também prevê a realização de várias partidas simuladas. Esses testes são cruciais para garantir que todo o sistema funcione perfeitamente antes de ser liberado para valer nos jogos oficiais.

“A implementação de uma tecnologia deste porte demanda rigor e cuidado em cada detalhe. Nosso objetivo é entregar um sistema 100% confiável para a competição, mesmo que isso signifique um pequeno atraso inicial”, explicou um representante da CBF sobre a complexidade da operação.

Por enquanto, a CBF não divulgou uma data oficial para a ferramenta entrar em funcionamento. Assim, as primeiras rodadas do Brasileirão 2024 seguirão com o sistema de VAR tradicional para a análise de impedimentos, sem o auxílio da tecnologia semiautomática. A expectativa é que, em breve, uma nova atualização seja comunicada, trazendo mais precisão para os gramados brasileiros.

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