Pela primeira vez na história, o continente africano terá dez seleções disputando uma Copa do Mundo. O recorde foi confirmado para o Mundial de 2026, que acontece nos Estados Unidos, Canadá e México. O aumento foi impulsionado pela nova regra da FIFA, que ampliou o torneio para 48 equipes.
A lista de classificados conta com gigantes como Senegal, Marrocos, Egito, Gana e Costa do Marfim. Também garantiram vaga a Argélia, Tunísia e a África do Sul, que volta ao torneio após ficar de fora das últimas três edições. As grandes surpresas ficam por conta de Cabo Verde e da República Democrática do Congo, que desbancaram favoritos.
O Marrocos chega com moral elevada após o feito histórico em 2022, quando se tornou o primeiro país africano a chegar em uma semifinal de Copa. A estratégia marroquina de recrutar atletas formados na Europa, mas com raízes no país, serviu de modelo para o crescimento de outras seleções vizinhas.
Apesar do número recorde de vagas, seleções tradicionais que o torcedor está acostumado a ver ficaram pelo caminho. A Nigéria e Camarões, que é o país africano com mais participações em Mundiais, não conseguiram a classificação e assistirão aos jogos de fora.
Durante décadas, a África era limitada a apenas cinco vagas, o que dificultava a entrada de times em ascensão. Com o dobro de representantes, o objetivo agora é superar a marca das quartas de final, alcançada no passado por equipes como Camarões (1990), Senegal (2002) e Gana (2010).







