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Juiz federal barra andamento do concurso do Ifal em Alagoas por suspeita de favorecimento na área de Administração

Candidata teria recebido aumento expressivo de nota após fase de recursos e participado de reuniões institucionais antes da publicação do edital; Ifal e Copeve/Ufal foram intimados a dar explicações.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Emprego
28 de maio, 2026 · 19:08 2 min de leitura
Portal ChicoSabeTudo
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A 13ª Vara Federal de Alagoas determinou a suspensão cautelar do concurso público do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) na área de Administração, referente à chamada Oferta 2 do Edital nº 03/2026. A decisão foi proferida em resposta a uma ação movida por um candidato que questiona a regularidade da fase recursal da prova escrita do certame.

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O magistrado responsável pelo caso entendeu que há elementos suficientes para justificar uma análise mais detalhada sobre a legalidade dos procedimentos adotados durante o concurso. Entre os pontos que chamaram atenção da Justiça estão possíveis vínculos institucionais e funcionais entre integrantes da banca examinadora e uma candidata que, após a fase de recursos, teve sua nota aumentada de forma expressiva.

Além disso, segundo informações divulgadas pelo portal Cada Minuto, a mesma candidata teria participado de reuniões do Colégio de Dirigentes do Ifal nas quais foram discutidos aspectos relacionados ao concurso — tudo antes de o edital ser sequer publicado. Esse ponto reforçou a suspeita de quebra do princípio da impessoalidade, que é um dos pilares da administração pública no Brasil.

O juiz foi cuidadoso ao ressaltar que a análise é preliminar e não representa uma conclusão definitiva sobre a existência de irregularidades. A medida tem caráter preventivo: busca preservar a utilidade do processo judicial e impedir que eventuais vícios se tornem irreversíveis com a homologação do resultado final e as futuras nomeações.

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A decisão também determinou a suspensão cautelar da classificação da candidata citada na ação, até que os fatos sejam apurados com mais profundidade. O Ifal e a Comissão Permanente de Vestibular da Universidade Federal de Alagoas (Copeve/Ufal) — organizadora do certame — foram intimados a cumprir a determinação judicial e a apresentar esclarecimentos no processo.

O Ministério Público Federal também foi intimado a acompanhar o caso, em razão do interesse público envolvido. A presença do MPF sinaliza que a situação pode desdobrar-se em investigação mais ampla, dependendo do que as instituições apresentarem em sua defesa.

Vale destacar que a suspensão é parcial. O Edital nº 03/2026 prevê 52 vagas para professores do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico em diversas áreas — de Direito a Medicina Veterinária. As demais áreas e vagas continuam com tramitação normal, sem qualquer impacto decorrente da decisão judicial.

O processo segue tramitando na Justiça Federal. A próxima etapa prevê a manifestação do Ifal, da Copeve/Ufal, da candidata mencionada na ação e do Ministério Público Federal. O resultado dessa fase será determinante para definir se a suspensão se mantém, se é ampliada ou se o concurso retoma seu curso normal na área de Administração.

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