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Conselho de Medicina avalia barrar registro para reprovados no Enamed

O Conselho Federal de Medicina (CFM) estuda uma norma para impedir que estudantes reprovados no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) consigam seu registro profissional.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Emprego
21 de janeiro, 2026 · 14:27 3 min de leitura
Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

Uma notícia que mexe com o futuro da medicina no Brasil está circulando e já causa bastante debate: o Conselho Federal de Medicina (CFM) está avaliando uma medida que pode mudar a forma como os novos médicos conseguem sua permissão para trabalhar. A ideia é bem clara: quem não passar no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) talvez não consiga seu registro nos conselhos regionais de medicina, os CRMs.

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Isso significa que, no futuro, para um estudante de medicina se inscrever no CRM e poder atuar como médico, ele precisaria apresentar não apenas o diploma, mas também a aprovação no Enamed. Essa iniciativa já tem o apoio da plenária do CFM, mas ainda precisa passar por mais discussões e debates entre os membros do conselho antes de virar regra de verdade. A proposta é um passo importante para garantir que os profissionais formados tenham o conhecimento necessário para cuidar da saúde da população.

Exigência de nota no Enamed para inscrição no CRM

As informações, publicadas por veículos de imprensa como a Folha de S. Paulo e O Globo, detalham que a futura norma exigiria que o estudante anexe sua nota no Enamed no momento da solicitação de inscrição no CRM. Sem a aprovação no exame, o registro profissional não seria finalizado. Essa é uma maneira do CFM de tentar elevar a barra de qualidade dos médicos que ingressam no mercado de trabalho.

O Enamed é um exame que avalia a qualidade da formação dos alunos de medicina em todo o país. Ele foi criado justamente para identificar se os cursos estão preparando bem seus estudantes e se os futuros médicos estão saindo das faculdades com o conhecimento e as habilidades esperadas. A preocupação do conselho é que, sem um filtro como esse, a qualidade do atendimento médico possa ficar comprometida.

Desempenho insatisfatório de cursos pelo Brasil

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A discussão sobre essa nova regra vem à tona em um momento em que os resultados do próprio Enamed acendem um alerta. Dos 351 cursos de medicina avaliados no país, impressionantes 30% tiveram um desempenho que foi considerado insatisfatório. Isso quer dizer que em quase um terço das faculdades de medicina, menos de 60% dos alunos foram classificados como proficientes no exame. É um dado que mostra que há espaço para melhorias significativas na educação médica brasileira.

A situação também preocupa em nível regional. Por exemplo, aqui na Bahia, doze cursos de medicina receberam a temida 'nota 2', o que indica um desempenho abaixo do esperado e coloca em xeque a qualidade da formação oferecida nessas instituições. Essa reprovação de cursos destaca a urgência de medidas que garantam a excelência na formação médica, um requisito fundamental para a saúde e bem-estar de todos.

Com a avaliação em andamento, o Conselho Federal de Medicina busca um equilíbrio entre a necessidade de formar novos profissionais e a responsabilidade de assegurar que esses médicos estejam realmente preparados para cuidar da vida das pessoas. A decisão final ainda depende de deliberações, mas a intenção já está clara: garantir que só os mais preparados vistam o jaleco branco.

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