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Ambulantes De Salvador Esperam Vendas Aquecidas No Festival Virada

Ambulantes de Salvador se preparam para o Festival Virada, esperando boas vendas com shows de peso. Cerca de 650 pessoas foram cadastradas, mas alguns enfrentam desafios com a fiscalização.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Emprego
27 de dezembro, 2025 · 22:12 3 min de leitura
Foto: Alana Dias / Bahia Notícias
Foto: Alana Dias / Bahia Notícias

A chegada do Festival Virada Salvador, que começou neste sábado (27) na Arena O Canto da Cidade, na Boca do Rio, trouxe não só a alegria de grandes shows, mas também uma expectativa de muito trabalho e boas vendas para os vendedores ambulantes da capital baiana. Com atrações de peso como Léo Foguete, Léo Santana, Wesley Safadão, Xand Avião e Parangolé na primeira noite, a esperança é que a multidão se transforme em lucro para esses trabalhadores.

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A Prefeitura de Salvador organizou o evento, cadastrando cerca de 650 pessoas para atuar oficialmente como ambulantes durante os cinco dias de festa. Para muitos, como a vendedora soteropolitana Eliene Batista de Jesus, o festival é uma oportunidade única de fazer dinheiro neste fim de ano.

“Eu tenho uma expectativa boa, porque hoje só vai ter atração boa, então tudo está certo aqui”, contou Eliene. Experiente, ela já participou de outras edições e até dormiu na Arena para garantir seu ponto, como fez nos shows de Frei Gilson e Roberto Carlos, que aconteceram pouco antes do festival. Para aguentar a maratona, ela conta com o apoio da família, que a ajuda a descansar um pouco.

Os ambulantes credenciados receberam kits oficiais de venda e tiveram seus pontos fixos demarcados no início da semana. Além disso, os preços dos produtos são tabelados, o que ajuda a organizar as vendas. Edileuza Barbosa, outra vendedora veterana no evento, também está animada.

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“A gente espera, para quem vem trabalhar, que tenham boas vendas. As atrações são ótimas, então eu espero que seja muito bom”, disse Edileuza, reforçando o clima de otimismo.

Desafios E Diálogo Com A Fiscalização

No entanto, nem tudo são flores. O jovem ambulante Kaique dos Santos chamou a atenção para algumas dificuldades, especialmente no relacionamento com a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), que gerencia o uso dos espaços públicos e o comércio ambulante em Salvador, na Bahia.

Kaique expressou preocupação com a diminuição do número de caixas térmicas permitidas para cada vendedor, algo que, segundo ele, pode diminuir o lucro. Ele destaca que o fim de ano é o principal período para os ambulantes fazerem um bom caixa.

“Com relação às vendas de hoje, em questão a Semop, a gente tem que se reunir, todos os ambulantes, para denunciar eles porque eles estão tirando as caixas [térmicas], e querendo ou não está reduzindo nosso lucro. Querendo ou não, a gente só tem esse final do ano para tirar o nosso lucro e a Semop está atrapalhando nossas vendas”, relatou o vendedor.

Por outro lado, agentes da Semop presentes no local explicaram que a retirada de algumas caixas se deve ao fato de que certos materiais encontrados com os vendedores não faziam parte do kit oficial disponibilizado pela Prefeitura e permitido no espaço do evento. A medida visa garantir a organização e a segurança de todos que circulam pelo festival.

Apesar dos desafios, a energia dos ambulantes de Salvador mostra a importância do Festival Virada não só para a diversão do público, mas também como um motor essencial para a economia local e para o sustento de centenas de famílias que contam com as vendas desta época.

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