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Cultura

Três irmãs sergipanas entram para a história como as mais velhas do mundo

Levita, Zoraide e Zulina nasceram no interior de Sergipe e vivem no Rio de Janeiro há décadas; título foi validado pela LongeviQuest

Redação ChicoSabeTudo
25 de junho, 2026 · 11:15 2 min de leitura
Imagem: Portal ChicoSabeTudo
Imagem: Portal ChicoSabeTudo

Três irmãs nascidas no interior de Sergipe entraram para a história como o trio de irmãs vivas mais longevo do planeta. Levita, Zoraide e Zulina de Deus Nunes, naturais de Cedro de São João, somam 316 anos de vida — Levita tem 109, Zoraide tem 104 e Zulina tem 103 anos. O título foi oficialmente validado pela LongeviQuest, organização internacional especializada em registros de longevidade extrema.

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As três migraram para o Rio de Janeiro entre as décadas de 1940 e 1950 em busca de melhores condições de vida. Hoje residem na Zona Norte da capital fluminense, cercadas por filhos, netos, bisnetos e tataranetos. A conquista foi documentada por pesquisadores que analisaram documentos desde o nascimento das irmãs, comprovando a autenticidade do recorde.

Quando questionadas sobre o segredo da longevidade, as irmãs apostam na simplicidade. Zoraide resume assim: "Não existe segredo. Tem que viver tranquilo, não fazer mal a ninguém e pensar no dia de amanhã." Zulina é ainda mais direta: "O segredo é saber viver." Os familiares também citam a alimentação natural da infância — tudo cultivado em casa, sem industrializados — e a rotina ativa como fatores fundamentais.

A história do trio é marcada pela solidariedade. Cada uma foi suporte para as outras em momentos diferentes da vida. Levita assumiu o papel de segunda mãe desde cedo, cuidou dos sobrinhos para que as irmãs pudessem trabalhar e chegou a atuar por 12 anos na Rede Globo, como figurante em novelas e plateia de humorísticos. Zoraide foi à frente para o Rio em 1944, formou-se enfermeira pela Escola Anna Nery e criou cinco filhos, hoje avó de 9 netos e 13 bisnetos. Zulina chegou em 1952 com os dois filhos mais velhos e uma mala de artesanato para vender, e garantiu diploma universitário para todos os seis filhos.

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O caso das três irmãs também chamou a atenção da ciência. O Projeto DNA Longevo, liderado pela pesquisadora Mayana Zatz da Universidade de São Paulo, vai investigar os fatores biológicos por trás do envelhecimento a partir das amostras coletadas com as três.

Apesar do recorde atual, as irmãs ainda estão a nove anos de superar a marca histórica absoluta — pertencente a um trio de norte-americanas que, em 2009, acumulava 325 anos combinados quando a mais jovem faleceu.

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