O jornalista João Saldanha morreu na madrugada desta segunda-feira, em Salvador. Ele tinha 64 anos e deixa uma trajetória de décadas dedicada à imprensa baiana e à comunicação cultural no estado.
Segundo informações divulgadas pelo jornal A Tarde, Saldanha era natural de Salvador e ingressou no curso de Jornalismo da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 1980. A unidade, ao longo dos anos, formou gerações de profissionais que ajudaram a construir a imprensa baiana.
Sua carreira começou dentro da redação do próprio A Tarde, onde atuou na revisão de textos e, mais tarde, no caderno Lazer&Informação. A passagem pelo jornal marcou o início de uma trajetória que logo se expandiu para outras redações: ele também trabalhou como repórter na Tribuna da Bahia.
Apaixonado por cinema e pelas artes em geral, João Saldanha encontrou na assessoria de imprensa um segundo caminho para unir jornalismo e cultura. Ele atuou como assessor do Teatro Castro Alves (TCA), um dos principais equipamentos culturais públicos da Bahia, onde o serviço de comunicação desempenha papel fundamental na divulgação dos eventos realizados em seus espaços, com ampla visibilidade tanto em canais oficiais quanto junto à imprensa.
Saldanha também integrou a equipe do CineFuturo — Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual, evento que reunia profissionais e apreciadores do audiovisual brasileiro e internacional. Ao longo dos anos, prestou assessoria de comunicação de forma independente para produções e espetáculos de teatro, música, literatura e artes plásticas em toda a Bahia, segundo a mesma fonte.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a causa da morte. O local e o horário do sepultamento também seguiam sem confirmação oficial.
A morte de Saldanha é mais uma perda para o jornalismo baiano em 2025. O profissional deixa colegas, colaboradores e toda uma rede de artistas e produtores culturais com quem trabalhou ao longo de décadas na Bahia.







