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Cultura

Repórter volta à arena após quase 20 anos e vive bastidores emocionantes da Luar do Sertão no encerramento de série especial

Mônica Ermírio, do Fique Alerta, aceitou o desafio de dançar quadrilha e participou da estreia do espetáculo em homenagem aos 80 anos de Asa Branca, que fecha a série "Da Europa ao Sertão".

Redação ChicoSabeTudo
26 de junho, 2026 · 15:24 3 min de leitura
Bastidores da quadrilha Luar do Sertão com integrantes em figurinos coloridos antes de entrar na arena do São João
Bastidores da quadrilha Luar do Sertão com integrantes em figurinos coloridos antes de entrar na arena do São João

A jornalista Mônica Ermírio, repórter do programa Fique Alerta, da TV Pajuçara, aceitou um desafio que levou quase duas décadas para se repetir: voltar a dançar quadrilha. O momento foi o ponto alto do último episódio da série especial "Da Europa ao Sertão: como se faz um São João", que encerrou nesta semana acompanhando a estreia de uma das quadrilhas mais premiadas do Brasil.

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Para entender na prática os desafios dessa rotina, Mônica Ermírio aceitou um convite especial: voltar a dançar quadrilha depois de anos longe dos arraiais e encarar os ensaios da Luar do Sertão rumo à estreia do espetáculo dos 40 anos do grupo. A experiência rendeu imagens e emoções que fecharam com chave de ouro a cobertura especial.

Na reportagem, Mônica Ermírio acompanha de perto a rotina da quadrilha Luar do Sertão e mostra como meses de planejamento, ensaios e trabalho coletivo se transformam em um espetáculo capaz de emocionar o público nos arraiais. Nos minutos que antecederam a entrada na arena, ela registrou a movimentação intensa dos bastidores — figurinos sendo ajustados, maquiagem de última hora e alegorias posicionadas.

O espetáculo estreado chama-se "A Menina dos Olhos do Rei" e é uma homenagem aos 80 anos da canção Asa Branca, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira. A produção revela o trabalho de quem está por trás da concepção artística do espetáculo, como o projetista responsável pelo tema deste ano, inspirado nessa canção. Entre figurinos, coreografias e ensaios, cada detalhe é ajustado para sustentar a narrativa que chega ao público no tablado. O espetáculo ainda incorpora inclusão em Libras e efeitos cênicos elaborados.

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A Luar do Sertão traz na bagagem mais de 40 anos de história, inúmeros títulos nacionais e um espetáculo cênico que une dança, emoção, teatralidade e o orgulho das raízes nordestinas. Com origem no bairro do Prado, em Maceió, a Luar do Sertão se tornou lenda viva do São João. Em 2026, a quadrilha celebrou os 40 anos de trajetória no movimento junino.

Nas últimas décadas, as quadrilhas juninas passaram por uma grande transformação. A tradicional dança popular ganhou elementos cênicos, enredos e produções elaboradas, tornando-se um espetáculo que hoje é comparado, muitas vezes, aos desfiles das escolas de samba. Para que tudo aconteça da forma planejada, existe uma rotina intensa de trabalho que começa muito antes dos festejos juninos. Meses de ensaios, reuniões, criação de figurinos, desenvolvimento de coreografias e construção de cenários fazem parte da preparação dos grupos que levam aos arraiais espetáculos cada vez mais grandiosos.

Por trás das coreografias, dos figurinos e das apresentações que encantam milhares de pessoas todos os anos, existe uma cadeia de profissionais que trabalha durante meses para fazer o São João acontecer. Compositores, cantores, costureiras, cenógrafos, maquiadores e produtores estão entre os muitos trabalhadores que encontram nos festejos juninos uma importante fonte de renda. O que antes era visto apenas como uma manifestação cultural hoje também movimenta milhões de reais e impulsiona diversos setores da economia nordestina.

A série "Da Europa ao Sertão: como se faz um São João" foi exibida ao longo de uma semana pelo Fique Alerta. A produção acompanhou o processo criativo e os desafios enfrentados pelos integrantes, ressaltando a importância da tradição e do vínculo afetivo que mantém a quadrilha viva ao longo das décadas. O episódio final, com Mônica dentro da arena, foi o desfecho de uma jornada que começou muito antes das luzes se acenderem.

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